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terça-feira, 27 de setembro de 2011

74º Lugar - OS INCOMPREENDIDOS (Les Quatre Cents Coups) França 1959



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

74º Lugar - OS INCOMPREENDIDOS (Les Quatre Cents Coups) França, 1959 – Direção de François Truffaut – elenco: Jean-Pierre Léaud, Claire Maurier, Albert Rémy, Guy Decomble, Georges Flamant, Patrick Auffay, Richard Kanayan – 99 minutos.

A força e a beleza desse grande filme continuam imortais! Trata-se de uma obra-prima. Um dos melhores filmes de todos os tempos! Fotografado em preto-e-branco, OS INCOMPREENDIDOS acompanha o percurso de um garoto de 12 ou 13 anos pela Paris do final dos anos 1950. A criança está sempre se metendo em encrencas, e vem daí o título original, “Les 400 Coups” – uma expressão idiomática francesa que pode ser traduzida por “pintar o sete”. Antoine Doinel mata aula e mente que a mãe morreu, ergue um altar em honra de Honoré de Balzac e quase mete fogo na casa, rouba e se arrepende, é preso e foge. O roteiro, do próprio Truffaut, em parceria com Marcel Moussy, recusa o clima piegas que costuma lambuzar filmes sobre infância. É quase um documentário, profundamente alegre em certas partes e triste, suave, melancólico no seu todo. Passados 52 anos, o final deve se manter surpreendente. É um dos filmes mais simples e mais belos em 116 anos de cinema.



O homem que amava as crianças não gostava de admitir o quão autobiográfico era o seu primeiro longa-metragem. François Truffaut (1932-1984) não gostava de aceitar, mas teve uma infância bem parecida com a do protagonista do filme. Amargou problemas com os pais, aplicou pequenos golpes e acabou confinado num reformatório juvenil. O homem que amava o cinema chegou a fazer do personagem Antoine Doinel e de seu intérprete, o ator Jean-Pierre Léaud, uma espécie de alter ego. Doinel, sempre interpretado por Léaud, voltou em outros quatro filmes ao longo de 20 anos, num caso único de insistência no triângulo diretor-personagem-ator: “Antoine e Colette” (O AMOR AOS 20 ANOS, 1963), BEIJOS PROIBIDOS (1968), DOMICÍLIO CONJUGAL (1970) e O AMOR EM FUGA (1979). O homem que amava as mulheres repetiria em uma dezena de outros filmes sua devoção aos temas da infância e da solidão. Numa entrevista, chegaria a declarar que não conseguiria fazer outro filme “tão eficaz” como OS INCOMPREENDIDOS: “Fico muito surpreso quando me dizem que se trata da solidão de uma criança. É exatamente isso o que eu queria”. O alvo de Truffaut eram os filmes que se davam por satisfeitos em buscar respeitabilidade em características externas a si mesmos, como origem literária, atores celebrizados no palco, cenografia dispendiosa. Contra o cheiro de mofo do cinema "nobre", Truffaut propunha um cinema abertamente plebeu, e muitas vezes descaradamente burguês.



Esse filme imortal é dedicado a André Bazin, o crítico de cinema que recolheu Truffaut do reformatório e lhe deu a oportunidade de escrever para os "Cahiers". Bazin, a quem o cineasta considerava pai, morreu no primeiro dia de filmagens. Um pouco da fotografia altamente contrastada de Henri Decae, um pouco da gravidade do olhar de Léaud (congelado na seqüência final) transmitem a atmosfera de luto num filme que não poderia mesmo deixar de ser, simplesmente, triste. Mas OS INCOMPREENDIDOS tem momentos muito engraçados, em especial a maioria das cenas na sala de aula, e outros de enorme encantamento, todos diretamente relacionados ao mundo do espetáculo: o carrossel que parece uma lanterna mágica, o teatro de fantoches, a alegre volta do cinema no carro do pai. Com esta estréia, Truffaut conseguiu o raro feito de transformar admiração em arte, encontrar a própria voz em meio a um emaranhado de referências externas. Foi em Jean Vigo e Roberto Rossellini que ele encontrou a inspiração que procurava, para combater a sofisticação e o sentimentalismo, como diria depois. OS INCOMPREENDIDOS é um dos mais belos filmes do cinema! Imortal, belo e encantador, permanece para sempre na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos. Obrigatório!!!!!

2 comentários:

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