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domingo, 17 de junho de 2018

A MULHER DO PADRE (La Moglie del Prete) – Itália, 1971 – Direção Dino Risi – elenco: Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Venantino Venantini, Jacques Stany, Pippo Starnazza, Augusto Mastrantoni, Giuseppe Maffioli, Miranda Campa – 103 minutos

PADRE MARIO (Marcello Mastroianni) ENTRE A DESLUMBRANTE VALERIA (Sophia Loren) E O CELIBATO


Sophia Loren mais uma vez deslumbrante, faz dupla com Marcello Mastroianni nesta grande comédia do cinema italiano sobre o problema do casamento dos padres católicos . Comédia que merece ser vista e revista, pois a dupla central está formidável; o roteiro ótimo e os coadjuvantes também são um destaque. Prá quem quer um filme sem grandes pretensões e com muito humor, aqui está uma boa opção!!


Com o fim do seu relacionamento com um homem casado, Valeria (Sophia Loren), uma ex-cantora pop, decide se suicidar, mas é impedida pelo Padre Mario (Marcello Mastroianni), um sacerdote convencido a tal ponto da sua vocação que são suficientes alguns dias ao lado da mulher para vacilar. Os dois se encontram através do fio de um telefone amigo, quando Valeria telefona para ter um último contato humano; e é dissuadida em cinco minutos pelas palavras confortadoras do homem. É suficiente este assunto para compreender como em A Mulher do Padre” (1971) para Dino Risi não era tão importante a credibilidade, quanto explorar um par testado e amadíssimo pelo público. Além disso, tratando um tema que sem dúvida teria levantado polêmicas e chamado a atenção. Com efeito, apesar de uma certa indignação suscitada em ambientes católicos da época, a trama é desenvolvida quase sempre com desenvoltura e com uma ligeireza que muitas vezes faz sorrir.


O diretor Dino Risi nasceu em Milão, estudou medicina, formou-se em psiquiatria. Foi crítico de cinema, roteirista, trabalhou como assistente de Mario Soldati e Alberto Lattuada. Nos anos 1950 se instalou em Roma, se tornando um dos grandes inventores da comédia italiana, ao lado de Ettore Scola, Mario Monicelli e Pietro Germi. Dirigiu 54 filmes, entre os quais "Férias com o Gangster" (1951), "O Signo de Venus" (1955), "Belas, mas Pobres" (1956), "Essa Vida Dura" (1961), "Aquele que Sabe Viver" (1962), "Operação San Genaro" (1966), "Esse Crime Chamado Justiça" (1971). "Perfume de Mulher" valeu a Vittorio Gassman o grande prêmio de interpretação masculina no Festival de Cannes de 1975. Em 2002, recebeu um Leão de Ouro, no Festival de Veneza, pelo conjunto da obra.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

ESTEROS (Esteros) Argentina, 2016 – Direção Papu Curotto – elenco: Ignacio Rogers, Esteban Masturini, Joaquín Parada, Blas Finardi Niz, María Merlino, Renata Calmon, Marcelo Subiotto, Pablo Cura, Mariana Martinez, Felipe Titto, Mercedes Gonzalez, Luciano Gonzalez Quintana, Federico Yardín – 83 minutos

       IMPORTANTE POR CAUSA DE SUA PRECISÃO E DE SUA SENSIBILIDADE!!


Matías e Jerónimo são dois grandes amigos que cresceram juntos em Paso de Los Libres, uma região simples da Argentina. Durante sua adolescência, surge uma inesperada atração sentimental entre os dois, que viveram os sentimentos com curiosidade. Mas a vida acabou separando seus destinos, e agora, na vida adulta, eles lidam de maneiras totalmente distintas com esse passado. Um filme tocante e sensível onde o sentido do amor fala mais alto. 


“Esteros, filme de estreia de Papu Curotto, que se debruça não apenas num momento de descoberta, mas também na retomada de uma conturbada relação, mais de uma década depois. Paralelos importantes, mas que de nada adiantariam sem a impressionante sensibilidade do cineasta em resgatar um momento tão comum, porém inevitavelmente único.

Muitos outros filmes já exploraram o tema de um personagem que aprende a aceitar sua sexualidade após anos de auto-repressão anteriormente, mas "Esteros" se destaca por causa de sua precisão e de sua sensibilidade. O diretor é sensível o suficiente para não forçar movimentos inesperados e nem trair as intenções dos personagens que criou. Um filme que merece ser descoberto não só pela força dos seus personagens, mas principalmente por sua história forte e atemporal.


domingo, 3 de junho de 2018

O 12º HOMEM (Den 12. mann / The 12th Man) Noruega, 2017 – Direção Harald Zwart – elenco: Thomas Gullestad, Jonathan Rhys Meyers, Mads Sjogard Pettersen, Vegar Hoel, Marie Blokhus, Hakon T. Nielsen, Eirik Risholm Velle, Daniel Frikstad, Eric Dirnes, Alexander Zwart, Torgny Gerhard Aanderaa, Hakon Smeby – 135 minutos.

             OS HORRORES DA GUERRA EM UMA JORNADA IMPENSÁVEL


Este grande filme de guerra discorre com grande precisão narrativa um episódio singular durante a Segunda Guerra Mundial, por volta de 1943, na Noruega. Destaque para as performances do protagonista Thomas Gullestad e para o ator irlandês Jonathan Rhys-Meyers, no papel de um oficial nazista em busca de um fugitivo de um grupo rebelde norueguês. Depois que uma fracassada missão de sabotagem contra os nazistas deixam seus onze companheiros mortos, o combatente da resistência norueguesa Jan Baalsrud (Thomas Gullestad) se vê foragido da Gestapo pelos trechos árticos da Escandinávia. É uma jornada angustiante através do deserto implacável e congelado que se estenderá por meses e forçará Jan a tomar medidas extremas para sobreviver. É um filme extraordinário, de um suspense eletrizante e angustiante. Há que se destacar o belíssimo roteiro de Petter Skavlan, além da espetacular e deslumbrante fotografia. Indescritível e poderoso, merece ser visto e revisto!! 


EM UM MUNDO CRUEL E SELVAGEM, SOBREVIVER ERA TUDO QUE LHE RESTAVA



sábado, 2 de junho de 2018


ESTA RUA É NOSSA (The Boys of Paul Street – título inglês / A Pál-utcai Fiúk – título húngaro) Hungria/Inglaterra, 1969 – Direção de Zoltán Fábri – elenco: Anthony Kemp, William Burleigh, John Moulder-Brown, Robert Efford, Mark Colleano, Mari Töröcsik, Sándor Pécsi, László Kozák, Gary O’Brien, Paul Bartleft, Earl Younger, Julien Holdaway, Péter Delmár, György Vizi, Nyika Jancsó, Miklos Jancsó – 105 minutos.

                   UM FILME QUE TOCA FUNDO AOS CORAÇÕES!!!! 
Refilmagem clássica da mesma obra do húngaro Ferenc Molnár que, em 1934, forneceu a Frank Borzage a oportunidade de apresentar mais um dos filmes que ficaram antológicos na história do cinema de Hollywood: “No Greater Glory (HOMENS DE AMANHÃ). Esta nova versão foi produzida por húngaros, em 1969, como o co-produtor e co-roteirista Endre Bohem que durante vinte anos trabalhou e atuou em Hollywood, em colaboração com elementos do cinema inglês. A história passada em 1902, gira em torno de dois grupos de meninos das ruas de Budapeste que, em disputa pela “posse” de um terreno baldio, resolvem brincar de guerra, mas esta, mesmo simulada – e embora em proporções menores – tem o mesmo triste resultado de todas as guerras. 


A direção competente pertence ao mesmo famoso e engajado, mas civilizado e inteligente, Zoltán Fábri que realizou O CARROSSEL DO AMOR. E no elenco, no papel do jovem pastor, pela primeira vez vemos como ator aquele que possivelmente foi o maior cineasta da Hungria: Miklos Jancsó. Foi lançado nos cinemas daqui de São Paulo na longínqua data de 21 de fevereiro de 1970, um sábado, no extinto Cine República. As crianças adoraram e os adultos reviveram os melhores anos de suas vidas. Ao ser lançado em DVD, foi resgatado o seu título original: OS MENINOS DA RUA PAULO. Um filme que toca fundo aos corações!!!! Um filme que marcou época e toda uma geração!!!! Uma história simplesmente fantástica!!!! Merece ser redescoberto!!!! RECOMENDADO!!!!



sexta-feira, 1 de junho de 2018

A LENDA DE KOLOVRATE (Legenda o Kolovrate) Rússia, 2017 – Direção Dzhanik Fayziev e Ivan Shurkhovetskiy – elenco: Ilya Malakov, Aleksey Serebryakov, Aleksandr Ilin, Timofey Tribuntsev, Yuliya Khlynina, Andrey Burkovskiy, Igor Savochkin, Sergey Koltakov, Polina Chernyshova, Aleksandr Tsoy, Viktor Proskurin – 107 minutos

                             A CORAGEM ERA O SEU MAIOR LENITIVO!!!


A história de uma batalha lendária, onde 17 guerreiros destemidos defendem sua terra contra milhares de soldados bem treinados. No século XIII, uma horda de guerreiros mongol e seu líder, Batu Khan, controlam boa parte do mundo conhecido. Quando os Mongóis vão para a Europa se deparam com uma última comunidade russa em seu caminho. Poucos deles sabem que seus planos estão prestes a ser arruinados por um grupo pequeno de homens liderados por um misterioso bravo guerreiro. Essa é uma história sobre coragem, resistência e auto-sacrifício pelo bem do país. 


Com cenas espetaculares de tirar o fôlego; uma fotografia deslumbrante, que evoca com muito requinte toda a magia e exuberância de uma época de forte beligerância, o filme é um primor de realização e notável contribuição épica. Com um elenco afiadíssimo e de alto nível, essa produção russa recria com propriedade um período da história medieval, onde homens com requintes de selvageria só conheciam ir à guerra. De uma época mergulhada pelo ódio e afogada por uma violência devastadora, nasce uma história de coragem, bravura e grandiosa lição de que a guerra não leva a lugar nenhum, a não ser à própria destruição dos beligerantes. Um filme belo, grandioso, obrigatório e de devastador aprendizado!!! 




quarta-feira, 30 de maio de 2018

LIGA DA JUSTIÇA (Justice League) EUA, 2017 – Direção Zack Snyder – elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Amy Adams, Ezra Miller, Jeremy Irons, Diane Lane, David Thewlis, Jason Momoa, Ray Fisher, Connie Nielsen, J. K. Simmons, Ciáran Hinds, Amber Heard, Joe Morton – 120 minutos 


Liga da Justiça é experiência única no cinema de super-heróis. O desequilíbrio faz a força

Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman, Bruce Wayne convoca sua nova aliada, Diana Prince, para o combate contra um inimigo ainda maior que foi recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam recrutar com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação de uma liga de heróis sem precedentes - Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman, Cyborg e Flash - poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.



“Liga da Justiça” é desequilibrado, meio frankenstein. Mas é isso que o torna mais fascinante. E o filme tem detalhes muito loucos – por toda eternidade. Como sempre, o cinema de Zack Snyder se constrói nos mitos – Atlântida, a retomada das amazonas, o sinistro Lobo das Estepes etc. A força do mito já confere uma dimensão grave. O filme pode ser curtido como blockbuster, e é tão bom quanto “Guardiões da Galáxia” 1 e 2. Num equilíbrio invejável entre espetáculo e reflexão política, “Liga da Justiça’ oxigena o filão dos filmes de super-herói, afirmando a força feminina sem emascular a representação da hombridade, extraindo o melhor de seu elenco, arejado pelo Flash de Ezra Miller e pelo Aquaman de Jason Momoa.


“Liga da Justiça” mostra que a DC está mesmo no caminho certo, acertando a mão em cheio em quase todo o filme. Talvez a questão mais importante é que o filme é capaz de divertir do começo ao fim e consiga manter o interesse do público mesmo longe das cenas de ação. Vale o ingresso.



domingo, 27 de maio de 2018

DEPARTURE (Departure) Inglaterra / França, 2015 – Direção Andrew Steggall – elenco: Alex Lawther, Juliet Stevenson, Phénix Brossard, Finbar Lynch, Niamh Cusack, Patrice Juiff, Guillaume Tobo – 109 minutos

CADA UM À SUA MANEIRA DESEJAVA QUE OS SEUS SONHOS SE TORNASSEM UMA ABSOLUTA REALIDADE, E MUITO ALÉM DE TODAS AS VERDADES


Uma mãe inglesa e seu filho adolescente, Elliott (Alex Lawther, em brilhante interpretação), passam uma semana preparando a venda de sua remota casa de férias no sul da França. Elliott, tem 15 anos, luta com a sua sexualidade crescente e uma crescente alienação da mãe, Beatrice (Juliet Stevenson). Ela, por sua vez, é confrontada pela percepção de que seu casamento com Philip, cresceu sem amor e a vida que ela conhece está chegando ao fim. Quando um rapaz enigmático, Clément (Phénix Brossard, em atuação soberba), aparece no local, entra silenciosamente em suas vidas, tanto a mãe quanto o filho (Elliott) são compelidos a confrontar seus desejos e, finalmente, um ao outro. 


Com impecável e belíssima fotografia; uma trilha sonora de inquestionável beleza, com destaque para a canção-tema “Catch The Wind”, interpretada por Oliver Daldry; além de uma direção primorosa, o filme é uma inquietante avaliação de nossos medos, um grito de nossa solidão, um profundo estudo da alma humana e um mergulho devastador nos sentimentos complexos de três personagens em conflito com suas próprias identidades. Um dos mais belos filmes do ano!!   


            UMA OBRA-PRIMA QUE MERECE SER VISTA, REVISTA E DISCUTIDA