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terça-feira, 7 de agosto de 2018

O INSULTO (L’insulte) Líbano / França, 2017 – Direção Ziad Doueiri – elenco: Adel Karam, Kamel El Basha, Camille Salameh, Diamand Bou Abboud, Rita Hayek, Talal Jurdi, Christine Choueiri, Julia Kassar, Rifaat Torbey, Carlos Chahine – 112 min

UMA SIMPLES OCORRÊNCIA ENTRE UM LIBANÊS CRISTÃO E UM REFUGIADO PALESTINO TORNA-SE REPRESENTAÇÃO DE CONFLITO INTERNACIONAL  


A inovação deste filme não está em sua forma (a narrativa é tradicional, ou seja, nada muito mirabolante ou artístico – o que é um alívio, pois passa bem longe de qualquer pretensão além de relatar esta história), mas em seu conteúdo. O longa escrito e dirigido por Ziad Doueiri possui um dos roteiros mais provocativos e incendiários dos últimos anos, ao abordar questões como o preconceito e a intolerância, tudo, no entanto, tratado de forma muito consciente. Para a decepção de muitos, este não é um filme panfletário (a forma como uma parcela do público e críticos trata cinema, desde que seja a favor de sua ideologia), e não escolhe lados. O Insulto apresenta o problema e se propõe a discuti-lo, sem tampouco carregar a prepotência de tentar solucioná-lo. Este papel cabe ao público. O longa existe para sacudir, para questionar, colocando um espelho na frente do espectador. (Pablo Bazarello – Cine Pop) 


“O Insulto” é, primeiramente, um filme sobre política. Não por necessariamente trabalhar os meandros políticos que conhecemos superficialmente e bradamos como corruptos e vis, mas por trabalhar o quê de politicagem inerente a todos nós, quer que nós o abracemos como um companheiro quer que nós sejamos engolidos pela sua natureza. O ser humano é um ser político. Na premissa do filme, um insulto ordinário vai aos poucos ganhando proporções cada vez maiores, intensificando debates na sociedade libanesa, promovendo o caos entre aqueles que não se importam em parar e refletir. A primeira nomeação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro para o Líbano é importantíssima, realça a existência das tensões no país, promove conversas válidas. Isso não quer dizer que o filme seja panfletário, buscando tomar posições concretas, ditando o que é certo e o que é errado, quem está certo e quem está errado. (Gabriel Carvalho – Plano Crítico) 


“O Insulto” é a genealogia da cultura - tomando “cultura” pelo somatório de signos que orientam o comportamento de um povo. O filme é um estudo antropológico e sociológico - por vezes, até didático, o que é bom e ruim ao mesmo tempo - de como surge (ou pode surgir) um conflito, especificamente em uma região de tradições fortes e considerada especialmente tensa: o Oriente Médio. A partir de um “estudo de caso”, o longa mostra como uma faísca pode se converter em um incêndio. Ainda que contra toda a lógica. Ora pendendo para um lado do confronto político-religioso, ora cutucando o outro, o filme caminha numa linha tênue de defesa de paixões. Sendo parcial em momentos distintos, o resultado final é um desejoso e complexo equilíbrio. “O Insulto é a (boa) lembrança de que a Humanidade é feita de pessoas que têm mais em comum do que diferenças, propriamente. (Renato Hermsdorff – Adoro Cinema)



“O Insulto” é uma potente mensagem sobre como a Humanidade ainda tem muito a evoluir em diversos aspectos.

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