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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A BELA DA TARDE (Belle de Jour) França, 1967 – Direção de Luís Buñuel – elenco: Catherine Deneuve, Jean Sorel, Michel Piccoli, Pierre Clémenti, Geneviève Page, Macha Méril, Françoise Fabian, Maria Latour, Francisco Rabal, Georges Marchal, Muni, Claude Cerval, Francis Blanche, Iska Khan, Michel Charrel, Bernard Musson, Marcel Charvey, François Maistre, Luís Buñuel – 100 minutos 

O INCRÍVEL DRAMA DE UMA MULHER JOVEM, RICA E BELA, É IMPIEDOSAMENTE POSTO A NÚ!! 50 ANOS DEPOIS CONTINUA ACLAMADO

Além de ter dirigido esta obra-prima, Luis Buñuel também fez uma ótima adaptação, junto com seu fiel roteirista Jean-Claude Carrière, do livro de Joseph Kessel. O brilhante elenco é composto por estrelas de primeira grandeza do cinema francês -  Catherine Deneuve, Michel Piccoli, Geneviève Page, Jean Sorel, Pierre Clementi e muitos outros. Sèverine (Catherine Deneuve), uma mulher frígida com o marido, percebe que seu casamento está frio e se sente culpada por isso, o que é visível quando são mostrados seus estranhos sonhos e sua infância, na qual sofreu abuso sexual e rejeitou a religião, como se ela tivesse um trauma infantil. Então, com a dica de um amigo, ela passa a frequentar uma casa de prostituição e lá usa o pseudônimo de Belle de Jour (Bela da Tarde). No começo ela fica tímida, mas depois se acostuma e atende os clientes, que inclui um ricaço, um professor com fetiches masoquistas, um oriental que faz rituais, um duque necrófilo e um ladrão espanhol com seu amigo, que se apaixona pela Bela da Tarde. O filme todo é como se fosse um estudo psicológico dos transtornos sexuais da Humanidade.


Séverine, a Belle de Jour, sonha com os olhos abertos. No entanto, caminha pelas ruas com óculos escuros, como a persistir nos sonhos e em uma noite interior. Quando fixa o olhar em algum ponto, o que vê não é necessariamente o que está diante de seus olhos. Há, neste modo particular de ver, uma espécie de cegueira iluminada que nasce da maneira como a personagem vivida por Catherine Deneuve se deixa penetrar pelas imagens. Conscientemente ou não, Séverine descansa o olhar naquilo que está oculto, ou excessivamente aparente: os objetos, as pessoas, as ruas, os parques e o quarto no qual se prostitui falam de outro modo para ela. E para nós, espectadores, é quase mesmo impossível delimitar, sem reduzir, o que são as "imagens reais" e o que são as "imagens criadas" pela imaginação fértil de Séverine. Já não há fronteiras, nem mesmo universos paralelos: o cinema é o espaço da desarticulação total do que é "subjetividade" e "realidade concreta". Em A BELA DA TARDE tudo é movimento, e o que interessa - como num bom filme de ação - é acompanhar os deslocamentos dos personagens (e da câmera que os segue). É talvez o filme mais conhecido de Luis Buñuel. Pertence à fase madura de sua obra, que compreende títulos como “Viridiana” (1961), “O Anjo Exterminador” (1962), “Diário de Uma Camareira” (1964), “Tristana – Uma Paixão Mórbida” (1970), “O Discreto Charme da Burguesia” (1972), “O Fantasma da Liberdade” (1974) e “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977). Pertence, portanto, a uma fase na qual se cristalizou um certo "estilo buñueliano", bastante diverso da primeira fase surrealista (“Um Cão Andaluz”, L'Age D'Or) e dos filmes realizados no México, durante a década de 1950: “Os Esquecidos” (1950), “A Ilusão Viaja de Trem” (1953). E poderíamos falar aqui em "estilo buñueliano" como se fala em um estilo "hitchcockiano", ou seja, como uma "marca registrada", o que inclui certo apelo à cumplicidade do espectador, que já sabe o que esperar - ou melhor, no caso de Buñuel, o que não esperar - do filme que irá assistir. Pode-se encaixar A BELA DA TARDE como um "filme de mistério". O suspense, porém, é de outra ordem: o que nos inquieta não é a fatalidade trágica, mas o acaso. O fio narrativo, de ressonância melodramática, é inteiramente subvertido pela forma como Buñuel sublinha o gesto concreto quando tudo é fantástico; abrir e fechar uma porta ou andar pela rua são atos igualmente carregados de absurdo. 


É um dos mais belos filmes do cinema. O clima misterioso que perpassa o filme é a feliz concretização da vida como um sonho em suspenso. Para cinéfilos, é o pretexto para um dos mais vigorosos ensaios de narrativa do cinema de Buñuel. A BELA DA TARDE foi o maior sucesso de bilheteria da carreira do diretor, inclusive por mostrar a diva Catherine Deneuve em várias e delirantes situações eróticas, nua ou de lingerie. Fiel às maiores obras do cineasta, também aqui não há distinção entre humor, sexualidade e terror, sob o peso da crueldade e da solidão humanas. Para o diretor, não há salvação ou complacência entre uma vida esmaecida e o êxtase da imaginação. Luís Buñuel é, sem dúvida, o maior expoente do cinema surrealista e essa sua obra-prima é um clássico que discute a sexualidade feminina numa época em que se começava a descobrir o que exatamente vinha a ser isso. Surpreendentemente, foi um grande sucesso de bilheteria e unanimemente elogiado pela Crítica. Lançado no Brasil em 1968, o filme despertou bastante controvérsia e debates psicanalíticos. Pierre Clementi, considerado um ator “maldito” e de filmes de arte, tem uma atuação notável. A BELA DA TARDE foi o grande vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza de 1967. É talvez um dos momentos mais marcantes na carreira de Catherine Deneuve. Obrigatório e imperdível neste ano que se comemora os 50 anos deste grande filme!!!!



sábado, 16 de dezembro de 2017


MULHERES APAIXONADAS (Women in Love) Inglaterra, 1969 – Direção Ken Russell – elenco: Glenda Jackson, Alan Bates, Oliver Reed, Jennie Linden, Eleanor Bron, Alan Webb, Christopher Gable, Vladek Sheybal, Sharon Gurney – 131 minutos

AS RELAÇÕES ENTRE QUATRO PESSOAS ALTAMENTE SENSUAIS SÃO MUITO LIMITADAS, POR ISSO ELES PROCURAM OUTROS MEIOS
Um filme notável que mostra a relação entre duas irmãs e dois homens. Um drama forte e pungente de quatro pessoas altamente sensuais, cujas relações são muito limitadas, e por isso elas saem em busca de um novo meio. O mundo delas está prestes a desabar, tudo está em constante convulsão, exatamente pela forte pressão do conservadorismo dominante. A opção é a busca intensa da identidade intelectual, da   segurança social, da inspiração poética e da satisfação física. Dentro desse contexto extraído da novela do célebre D. H. Lawrence, o diretor Ken Russell realiza uma das mais belas e mais ousadas obras do chamado “cinema ousado e corrente”, muito em moda no final da década 1960 e início dos inesquecíveis anos 1970. A revelação de progressos, sobretudo quanto à valorização da imagem e efeitos de forma está muito presente em todo o filme. Na época do seu lançamento causou um impacto muito grande, sendo considerada, sob determinados aspectos, a mais ousada de todas até aquele momento. 
A sua fotografia de rara beleza, com uma reconstituição de época de inegável qualidade e de rica indumentária foi aclamada internacionalmente como uma das mais perfeitas. Causaram escândalo as cenas de nudez frontal masculino. Há uma conotação homossexual explícita e sem rodeios. As imagens de Oliver Reed e Alan Bates se debatendo totalmente nus, num lírico duelo, na mansão, tinha tudo para ser uma bobagem descartável e de mau gosto, mas o diretor com sua visão inteligente e inovadora levou o erotismo homossexual à sua transcendência, levando o filme a um sucesso comercial surpreendente. Ken Russell sempre foi considerado o mestre dos excessos, por isso o filme tem alguns pequenos exageros, mas nada que comprometa a singularidade do roteiro e a beleza nostálgica da trama. Russell também é conhecido como “o selvagem do cinema britânico”, pelos seus temas muito ousados, o apego aos excessos, imagens sexuais bizarras e sua fotografia riquíssima. Por este filme ele recebeu aclamação pública e de crítica, e ainda uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor.  


O elenco é surpreendente, com uma revelação espantosa: Oliver Reed - que já vinha de outros papéis, às vezes até insensatos, aqui ele se revela de forma estupenda e se torna um dos mais importantes atores do cinema inglês, em brilhante composição como o atormentado industrial Gerald Crich; Alan Bates, que comoveu o mundo com o inesquecível O HOMEM DE KIEV (1968), brilha invariavelmente como o inspetor de escola Rupert Birkin; Glenda Jackson, como a socielite Gudrun Brangwen, recebeu merecidamente uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz e, ainda, Jennie Linden, como Ursula Brangwen, a irmã de Gudrun. Os quatro compõem um belíssimo painel da alta sociedade dos ruidosos anos de 1900. O elenco coadjuvante é merecedor de destaque, entre eles Eleanor Bron (Hermione), Alan Webb (Thomas Crich), Vladek Sheybal (Loerke), Christopher Gable (Tibby), Catherine Willmer (Mrs. Crich), entre outros. O grande mérito do filme é que ele até hoje consegue desafiar as expectativas e não envelhecer nunca. O ainda reinante conservadorismo anacrônico em alguns segmentos de nossa sociedade faz com ele seja cada vez mais atual e moderno, provocando uma constante visitação ao sofisticado e admirável cinema inglês. Uma obra arrebatadora e desconcertante!! Um filme imortal que merece ser conferido.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017


VICTORIA & ABDUL – O CONFIDENTE DA RAINHA (Victoria & Abdul) Inglaterra / EUA, 2017 – Direção Stephen Frears – elenco: Judi Dench, Ali Fazal, Tim Pigott-Smith, Paul Higgins, Michael Gambon, Olivia Williams, Adeel Akhtar, Eddie Izzard, Fenella Woolgar, Julian Wadham, Simon Callow – 111 minutos

                              A AMIZADE MAIS IMPROVÁVEL DA HISTÓRIA 


1887, cidade de Agra, na India. Dois jovens locais são escolhidos para viajar até Londres de forma a presentear a Rainha Victória (Judi Dench) com uma valiosa moeda local. Ao chegar, tanto Abdul (Ali Fazal) quanto Mohammed (Adeel Akhtar) estranham bastante os costumes da realeza britânica, sempre a postos para mimar a rainha. Ao entregar a moeda, Abdul quebra o protocolo e encara a monarca. Tamanha ousadia chama a atenção da Rainha Victoria, que através de várias conversas não só passa a conhecê-lo melhor como também o transforma em seu conselheiro. Esta decisão não agrada nem um pouco a corte inglesa, que não entende como um humilde indiano pode ser detentor de tal honraria. 


"Victoria e Abdul" é um filme muito competente, dono de uma direção de arte impecável, que remete à era de ouro do cinema. Além disso, conta com atuações mais que brilhantes, em especial da protagonista Judi Dench, que mesmo com a idade avançada exibe pleno domínio de cena. Um filme impecavelmente realizado!!



sábado, 9 de dezembro de 2017


DELÍRIO DE AMOR (The Music Lovers) Inglaterra, 1971 – Direção Ken Russell – Elenco: Richard Chamberlain, Glenda Jackson, Max Adrian, Izabella Telezynska,  Bruce Robinson, Christopher Gable – 123 minutos.

    SOMENTE DE DEZ EM DEZ ANOS SE FAZ UM FILME COMO ESTE

Esse excelente filme é uma adaptação cinematográfica da vida do grande compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky, que vai fundo no estudo de sua personalidade para explicar a complexidade de sua obra. O filme deixa claro a fixação de Tchaikovsky pela figura materna, e a maneira como isso afetou a sua afetividade na vida adulta, quando nutriu amores e paixões genuínas por mulheres, com as quais jamais conseguiu consumar fisicamente, (atitude que ele deixava reservada para os seus rapazes), ficando condenado a um complicado e torturante sentimento platônico, que imprimia sentido e sentimento à sua criação, sobretudo à sua obra mais festejada, “O Lago dos Cisnes”, que trata de maneira cifrada exatamente dessa questão do amor não consumado e da sua homossexualidade.


O delirante diretor Ken Russell acertou a mão em cheio na direção, ao relacionar os rompantes dramáticos e ultra românticos do compositor, com a força transcendente de sua música, em som e imagem, causando os mais belos momentos do filme e sugerindo que a sua obra era mesmo a trilha sonora incidental de sua acidentada existência. Ao mesmo tempo o diretor não deixou de lado a sua subversiva e extravagante marca registrada, no que talvez seja o seu filme mais esmerado. Richard Chamberlain em exuberante atuação faz o compositor russo em sua conturbada relação amorosa com o Conde Anton Chiluvsky, interpretado por Christopher Gable. Glenda Jackson faz a luxuriosa Nina, em interpretação antológica. A belíssima trilha sonora foi executada pela Orquestra Sinfônica de Londres, sob a direção de André Previn.  Um ótimo filme e de grande sensibilidade.


UM HOMEM DIVIDIDO ENTRE A GENIALIDADE DE SUA MÚSICA E A AGONIA DE UM AMOR REPRIMIDO


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

COM AMOR, VAN GOGH (Loving Vincent) Inglaterra / Polônia, 2017 – Direção Dorota Kobiela e Hugh Welchman – elenco: Douglas Booth, Jeremy Flynn, Robert Gulaczyk, Saoirse Ronan, John Sessions, Josh Burdett, Aidan Turner, Robin Hodges, Holly Earl, Chris O’Dowd, Piotr Pamula, Cezary Lukaszewicz, - Animação – 94 min

            UM AUTÊNTICO TRABALHO INCRIVELMENTE REALIZADO!! 


Poucos filmes representam uma declaração de amor tão intensa a um artista quanto esta animação arrebatadora. A começar pela forma como foi conceituado: estreando a técnica da animação a partir de pinturas a óleo, seguindo o mesmo estilo do próprio homenageado. Ou seja, mais do que contar sua história era necessário apresentá-la sob seu ponto de vista tão particular, que fez com que o pintor se tornasse cultuado após sua morte. O resultado, visualmente falando, é deslumbrante.


Uma fascinante viagem pelo universo do mestre pós-impressionista que não se esgota em si mesmo, ou seja, a técnica é o meio para contar uma história e transmitir algo que vai além da experiência sensorial. (Marcelo Janot -Jornal O Globo)


O que mais impressiona na cinebiografia animada não é a colcha de retalhos da história, e sim a técnica empregada. Pintado a mão por mais de cem artistas, o filme é um deleite aos olhos do espectador. (Papo de Cinema – Matheus Bonez)


O trabalho minucioso feito por Kobiela e Welchman para transformar algumas telas mais apreciadas do artista em cenas animadas é impressionante de se ver. Para quem não sabe do que se trata, a proposta do filme — que na verdade é uma animação — foi visualmente tratá-lo como se tivesse sido pintado pelo próprio Van Gogh, imitando seu estilo inconfundível, suas cores, suas pinceladas. Para realizar com maestria essa empreitada participaram de sua realização nada mais que 125 pintores, que reproduziram em óleo sobre tela cada frame, cada fotograma anteriormente filmado. Para cinéfilos veteranos, talvez isso não pareça especialmente original e lembre um pouco o recurso utilizado em O Homem Duplo (A Scanny Darkly). Mas há diferenças nas técnicas empregadas e no caso de Com Amor, Van Gogh se sobressai o impacto visual causado pela técnica inconfundível do pintor holandês. Além disso, em diversas sequências da animação é possível reconhecer a reprodução de muitos de seus mais famosos quadros, que são incorporados dentro da narrativa. Ao final do filme, para aqueles que não saem apressadamente do cinema. Os créditos finais reservam ainda uma interessante particularidade sobre a produção do filme, que não se deve perder. 


domingo, 3 de dezembro de 2017

AMOR E TULIPAS (Tulip Fever) Inglaterra / EUA, 2017 – Direção Justin Chadwick – elenco: Alicia Vikander, Dane DeHaan, Jack O’Connell, Holliday Grainger, Judi Dench, Christoph Waltz, Tom Hollander, Matthew Morrison, Kevin McKidd, Douglas Hodge, Joanna Scanlan, Zach Galifianakis, Cara Delevingne – 105 min

                                           DESEJO... OBSESSÃO... TRAIÇÃO 


Este belo filme se passa em Amsterdã, na Holanda do século XVII, na época de uma febre especulativa do mercado de tulipas, nos Países Baixos. Sophia (Alicia Vikander,  a atriz de “A Garota Dinamarquesa”) sai de um orfanato para casar-se com um rico comerciante, e lhe dar um filho. Porém tal gravidez não acontece. O artista Jan van Loos é contratado pelo comerciante para pintar um retrato do casal, e Sophia se apaixona pelo pintor. A partir disto, eles tentam encontrar uma forma de ficarem juntos, longe daquela casa. Jan, então, começa a participar dos leilões de bulbos de tulipas, para conseguir um dinheiro e fugir com sua nova paixão.


Houve uma época que ocorreu uma grande especulação financeira em cima do cultivo de tulipas. Uma espécie rara de flor, de difícil cultivo em determinadas regiões do Velho Continente. O preço dos bulbos das flores e as apostas em cima das cores que nasceriam acabaram escalonando de forma inacreditável e se tornou o primeiro caso de especulação de um mercado financeiro, por mais rudimentar que tenha sido. “Amor e Tulipas” coloca esse evento histórico como pano de fundo para contar uma história sobre traição e intrigas amorosas. Para quem gosta de filmes históricos esse é um dos mais interessantes e únicos justamente por se tratar de um evento tão singular da historiografia europeia. Belo, requintado e arrebatador!!!


                                       O VERÃO É A ÉPOCA DE FLORESCER 



sábado, 2 de dezembro de 2017

A PONTE DE REMAGEN (The Bridge at Remagen) EUA, 1969 – Direção de John Guillermin – elenco: George Segal, Robert Vaughn, Ben Gazzara, Bradford Dillman, E. G. Marshall, Peter van Eyck, Sonja Ziemann, Anna Gäel, Joachim Hansen, Hans Christian Blech, Heinz Reincke, Bo Hopkins, Vit Olmer, Robert Logan, Matt Clark – 115 min

UM MOMENTO PODEROSO DE LUTA CONSIDERADO O GOLPE MAIS ESTRATÉGICO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL!!! 

Um excelente filme de guerra, relatando um episódio já bem no final da Segunda Guerra Mundial. A história é passada em março de 1945. Nos últimos meses do conflito mundial, os exércitos do Terceiro Reich estavam em fuga através do grande fosso que guarda o coração da Alemanha, que é o Rio Reno. A situação se complica ainda mais, pois os Aliados estão fazendo seu avanço final em território alemão e uma única ponte estratégica sobre o Rio Reno permanece nas mãos dos nazistas. Ambos os lados têm muito a ganhar: os alemães, as vidas de 50.000 soldados que estão do lado errado da ponte, e os  Aliados um fim rápido para a guerra com a menor perda de vidas. Apesar de ambos os exércitos terem lutado bravamente, apenas um podia vencer a crucial batalha pela PONTE DE REMAGEN. 


Um elenco espetacular e de grandes estrelas – incluindo George Segal, Robert Vaughn, Ben Gazzara, E. G. Marshall, Bradford Dillmann, - nos traz toda a glória e agonia da guerra dando vida a este olhar intenso e estimulante, mas ao mesmo tempo extremamente humano, sobre um momento de luta considerado o golpe mais estratégico da Segunda Guerra Mundial. O filme tem excelentes efeitos especiais, uma fotografia de grande beleza e impressionantes cenas de ação. O ritmo frenético da história coloca o público na frente de batalha lado a lado com os corajosos soldados que lutaram em Remagen.  Um filme obrigatório!!!