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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

94º Lugar - MONSTROS S/A (Monsters, Inc.) EUA, 2001



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

94º Lugar - MONSTROS S/A (Monsters, Inc.) EUA, 2001 – Direção de Peter Docter – Animação – vozes: Billy Crystal, John Goodman, James Coburn, Jennifer Tilly, Mary Gibbs, Steve Buscemi - 106 minutos.

Um grande recordista de bilheterias do cinema de animação digital que conquistou público e crítica. É o filme mais divertido do ano! No susto e no grito eles fizeram bonito. É uma verdadeira obra-prima! A Pixar leva as platéias ao mundo maravilhoso de monstros de armários, no futuro do cinema digital e no das cifras milionárias da Disney. Um casamento perfeito entre um bom roteiro e uma animação de primeira. A trama é extremamente interessante e inteligente. O astro do susto, James Sullivan, (para os amigos ele é conhecido como Sulley), um gigante de pêlos azuis, e seu falante assistente, o fiel escudeiro Mike (que na verdade não passa de uma bola verde com braços, pernas, um só olho e bom humor), trabalham na Monstros S/A, a maior fábrica de processamento de gritos da cidade de Monstrópolis. A principal fonte de energia do mundo dos monstros provém da coleta dos gritos das crianças humanas. Sulley é o mais talentoso na arte de provocar sustos. Os monstros acreditam que as crianças são tóxicas, e entram em pânico quando uma menininha invade seu mundo. Sulley e Mike fazem de tudo para levar a garota de volta para casa, mas enfrentam desafios monstruosos e algumas situações muito hilárias em suas atrapalhadas aventuras.



O filme brinca com os nossos temores de infância, revelando o mundo dos monstros escondido atrás do armário. O filme foi feito inteiramente no computador e a qualidade das imagens é de insuperável requinte. No DVD, o longa ganhou uma edição dupla pra lá de especial, com sete horas de material extra. O DVD nacional tem menus criativos, documentários (um dos mais engraçados é uma visita à Pixar, onde um chimpanzé aparece em cada cena sem maiores explicações). Há também um curta metragem que foi feito especialmente para esse lançamento, chama-se O CARRO NOVO DE MIKE.



Assistir a esse desenho uma única vez é, no mínimo, insensato. Vale a pena conferir pelo menos duas vezes. Quem puder assistir a versão legendada, ótimo, porque as piadas que saem da boca de Mike como balas de metralhadora ficam impagáveis com a voz de Billy Crystal. Dizem que, durante a gravação, ele caprichou nos improvisos, e alguns, pouco apropriados para uma platéia de pirralhos, ficaram de fora. Premiado com o Oscar de Melhor Canção Original, além de receber mais três indicações, entre elas, Melhor Filme de Animação, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Sonoros. É um dos desenhos animados mais bem realizados deste início de século. Imperdível!!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

95º Lugar - O ANO PASSADO EM MARIENBAD (L'Année Dernière à Marienbad) França, 1961



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

95º Lugar - O ANO PASSADO EM MARIENBAD (L’Année Dernière à Marienbad) França/Itália, 1961 – Direção Alain Resnais – elenco: Delphine Seyrig, Giorgio Albertazzi, Sacha Pitoëff, Luce Garcia-Ville, François Spira, Wilhelm von Deek – 94 minutos.

“Duas pessoas se conhecem, mas já se conheciam e não se conhecem ainda” (Deleuze). Nos salões de um grande palácio barroco, um homem afirma ter encontrado no ano passado, na estação de águas em Marienbad, uma mulher cujo marido é muito ciumento. Quem está mentindo: ele, ela ou os dois? A mais discutida e controversa obra prima do cinema francês.

É um filme europeu por excelência, do chamado “cinema de autor”, sendo freqüentemente objeto de estudo em teses e dissertações. Graças ao modo único como é conduzido, dada a sua narrativa singular e o seu não-comprometimento com a linearidade em toda a lógica cinematográfica clássica, abre campo para as mais distintas reações e interpretações. Um filme carregado de nuances e de múltiplas interpretações, onde nem mesmo os personagens sabem o que se passou naquele ano em Marienbad. O fantástico do filme é que ele suporta qualquer explicação e análise.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

96º Lugar - PIXOTE, A LEI DO MAIS FRACO - Brasil, 1980



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

96º Lugar - PIXOTE, A LEI DO MAIS FRACO – Brasil – 1980 – Direção Hector Babenco – elenco: Fernando Ramos da Silva, Marília Pera, Jorge Julião, Gilberto Moura, Edílson Lino, Zenildo Oliveira Santos, Cláudio Bernardo, Israel Feres David, José Nílson Martins dos Santos, Jardel Filho, Rubens de Falco, Elke Maravilha, Tony Tornado, Beatriz Segall e Ariclê Perez, Emilio Fontana, Walter Breda, Joe Kantor – 127 minutos.

O cineasta construiu um cruel retrato da realidade nas ruas de São Paulo, onde crianças têm sua inocência retirada ao entrarem em contato com um mundo de crimes, prostituição e violência. É, sem dúvida, um dos dez marcos fundamentais da história do Cinema Brasileiro. A fama internacional, que possibilitou ao cineasta criar uma carreira em Hollywood, não veio de graça. A história do menino de 11 anos, analfabeto, e que nunca conheceu os pais, vivendo entre celas de reformatórios e quartos fedorentos, é cinema do mais alto nível. O impacto emocional de PIXOTE continua devastador, especialmente quando se sabe que a realidade da juventude que mora nas ruas, no Brasil, não mudou nada desde que o filme foi realizado. Fernando Ramos da Silva (já falecido aos 19 anos) foi um talento extraordinário. Prêmio Globo de Ouro 1982 (EUA). Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Este filme pode ser considerado um legado do cinema marginal, que depois trouxe CARANDIRU (2003), CIDADE DE DEUS (2002), ÔNIBUS 174 (2002), entre outros. Detalhe para quando Babenco reproduz o quadro da Virgem Maria amamentando Jesus traduzindo para uma cena entre uma prostituta e um menor de rua.



O filme não ia se chamar PIXOTE e nem é um filme sobre PIXOTE. A intenção foi mostrar as condições de sobrevivência de um grupo de meninos e demonstrar que é possível resgatar um mínimo de inocência que eles têm, apesar de rotulados de trombadinhas, pivetes ou, conforme as pessoas ditas inteligentes e as ligadas em sociologia, menores carentes. Teríamos que trazer à superfície a verdadeira razão de existir que há por trás de cada criança daquelas, o seu grau de inocência, mesmo que tenham como perfil biográfico uma dúzia de atos de delinqüência.



O filme não é documento social, não traz em sí essa pretensão e apesar disso não trai em nenhum momento a explicação de origem social dos meninos nem deixa jamais de demonstrar em que nível social se desenvolve o problema e quais as suas causas. E todos sabemos serem uma divisão de rendas totalmente injusta, uma carência estatal para suprir, amparar o cidadão e sua família, pelo menos nos setores da educação, da assistência médica, quer dizer, os males de base que sofrem os países do Terceiro Mundo e que, de tão graves, às vezes esquecemos que eles existem.

domingo, 4 de setembro de 2011

97º Lugar - MEU TIO (Mon Oncle) França 1958



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

97º Lugar - MEU TIO (Mon Oncle) França, 1958 – Direção Jacques Tati – elenco: Jacques Tati, Jean-Pierre Zola, Adrienne Servantie, Lucien Frégis, Betty Schneider, Jean-François Martial, Dominique Marie – 110 minutos.

Uma comédia maravilhosa que mostra, mais uma vez, a genialidade de Jacques Tati. Nele, com um humor refinado, o cineasta satiriza a modernidade já vigente na Paris dos anos 1950, procurando mostrar a felicidade das pessoas mais simples que moram nos bairros pobres da periferia, ao contrário da pressa e do vazio daquelas mais abastadas que vivem num mundo automatizado.



De um lado, o mundo perfeito de Gérard e dos pais, repleto de tecnologias de ponta, a fonte pisciforme, a obsessão pelas limpezas, a disposição dos móveis e das divisões da casa que tem olhos (onde tudo comunica), o caminho pré-definido dentro e fora de casa, com setas que o apontam e que nos obrigam a segui-lo, impreterivelmente. Do outro, o mundo em permanente ruína mas genuíno, fraterno, onde há música a todo o instante, há gente que vende na rua, um pássaro que só canta com o reflexo do sol, há brinquedos artesanais, há brincadeiras onde as crianças se sujam e comem porcarias. Esse mundo que, lentamente, começa a ruir e a ser invadido a partir do momento em que Hulot também parte, deixando o bairro em que vivia vazio de vida. É um mundo genuíno que se esvazia a partir desse momento, é esse o mundo que está a desaparecer, em prol do outro, perfeito, onde tudo parece saído de uma fábrica que produz coisas em série.



Entre as melhores seqüências do filme há que se citar os meninos do bairro de Hulot. Escondidos atrás de um muro, eles assobiam para os pedestres que estão passando; querem desviar a atenção dos pobres coitados e fazer com que batam com a cara num poste. Premiado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, com o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes e o Prêmio dos Críticos de Nova York. Um filme que procura a humanidade dos seres, até naqueles que aparentemente se encontram inanimados. Obra-prima!! Absolutamente genial!!

sábado, 3 de setembro de 2011

98º Lugar - M - O VAMPIRO DE DUSSELDORF (M) Alemanha, 1931



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

98º Lugar - M – O VAMPIRO DE DUSSELDORF (M) Alemanha, 1931 – Direção Fritz Lang – elenco: Peter Lorre, Otto Wernicke, Gustaf Gründgens, Theo Lingen, Theodor Loos, Ellen Widmann, Inge Landgut, Friedrich GnaB, Fritz Odemar, Paul Kemp – 117 minutos.

Além de ser o primeiro filme falado de Fritz Lang, era também o trabalho favorito do diretor, em sua fase alemã. Marcou a estréia internacional do ator húngaro Peter Lorre, perfeito no papel do angustiado psicopata. O uso satírico de elementos como criminosos e mendigos remete diretamente à “Ópera de Três Vinténs”, de Bertold Brechet. Uma crítica contundente ao insurgente movimento nazista.

Há várias cenas e sequências antológicas, merece ser citada a do tribunal composto de bandidos, mendigos e outros marginais para julgar o solitário assassino. Com cenários ao mesmo tempo realistas e estilizados, e impressionantes resultados visuais (a caçada e o julgamento), o filme, se não prenuncia a chegada de Hitler e do nazismo, ao menos reflete a atmosfera de mal estar, o ambiente nefasto que existia na sociedade daquela época. Uma autêntica aula de cinema, num espetáculo que até hoje ainda é perturbador.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

99º Lugar - OS DEZ MANDAMENTOS (The Ten Commandments) EUA, 1956



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

99º Lugar - OS DEZ MANDAMENTOS (The Ten Commandments) EUA, 1956 - Direção de Cecil B. DeMille – Elenco: Charlton Heston, Yul Brynner, Anne Baxter, Yvonne De Carlo, John Derek, Debra Paget, Edward G. Robinson, Judith Anderson, Nina Foch, Martha Scott, Sir Cedric Hardwicke, John Carradine, Vincent Price, Woody Strode, Ian Keith, Clint Walker – 220 minutos.

Épico inspirado tanto em best-sellers quanto nas escrituras sagradas que não precisa de maiores apresentações. É uma das maiores realizações do gênero. Todo filmado no Egito e no Sinai, apresenta um dos mais imponentes cenários já construídos em Hollywood e é lembrado pela clássica cena da abertura do Mar Vermelho - a mais espetacular já filmada até hoje. Ganhou o Oscar de Efeitos Visuais. Além desse, foi também indicado para Melhor Filme (perdeu injustamente para o inesquecível A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS), Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Som e Melhor Figurino, num total de 07 indicações. É a refilmagem de uma primeira tentativa feita em 1923 - infinitamente inferior - pelo mesmo Cecil B. DeMille, na era do cinema mudo. O filme gastou cinco anos em preparativos, três deles no aperfeiçoamento do roteiro, usou 12 mil figurantes e 15 mil animais, e, infelizmente, a Academia só lhe deu um Oscar.



Impetuoso espetáculo que é a marca registrada do mestre da cinematografia mundial, Cecil B. DeMille até hoje não foi superado pela riqueza de acontecimentos. O filme possui um excitamento visual sem precedentes, com cenas épicas de tirar o fôlego e retratadas por um elenco estelar da mais alta categoria, encabeçado por Charlton Heston, Yul Brynner, Anne Baxter, Yvonne De Carlo, entre outros. Apresenta episódios bíblicos como o terror das pragas, a construção de uma monumental cidade, o Exodus - a saída dos hebreus do Egito (uma das mais maçiças sequências cinematográficas já realizadas em todos os tempos, de uma grandiosidade ímpar até hoje não foi superada), a escalada do Monte Sinai, as tropas do faraó Ramsés II, a destruição dos egípcios no Mar Vermelho, as orgias na adoração ao Bezerro de Ouro, a entrega dos dez mandamentos escritos por Deus em pedaços de pedra, isso tudo constitui a essência desse super espetáculo. Em 2006, comemorou-se os 50 anos dessa realização grandiosa, e, por isso, foi lançada em DVD uma edição especial comemorativa, que traz extras inéditos como os comentários de Katherine Orrison, uma das maiores especialistas sobre a obra e outras raridades. Um lançamento digital à altura do porte desse épico e de sua importância histórica.


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

100º Lugar - O EXTERMINADOR DO FUTURO 2: O JULGAMENTO FINAL (Terminator 2: Judgement Day) EUA, 1991



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!!!

100º Lugar - O EXTERMINADOR DO FUTURO 2: O JULGAMENTO FINAL (Terminator 2: Judgement Day) – EUA, 1991 – Direção James Cameron – Elenco: Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton, Edward Furlong, Robert Patrick, Earl Boen, Castulo Guerra, Joe Morton, Xander Berkeley – 137 minutos.

É difícil uma continuação ser melhor que o filme original. Mas aqui está um belo exemplo, que conseguiu renovar a premissa da série e torná-la ainda mais interessante. Muitas opiniões existem sobre os filmes, há quem prefira o noir High-Tech do primeiro com Schwarzenegger como vilão, enquanto outros escolhem o thriller de efeitos especiais do segundo. O fato é que poucas vezes uma continuação foi tão digna do sucesso do primeiro filme como neste nº 2, que é bem mais longo que o original (sem contar a versão do diretor), apresenta um elenco de personagens bem mais vasto e detalha o suficiente a história da Skynet e dos Exterminadores. Com um uso inteligente de efeitos especiais, vemos o T-1000 conseguindo se transformar em qualquer pessoa que mata, o que confunde suas presas. Uma verdadeira obra-prima do gênero!!