LUDWIG:
A PAIXÃO DE UM REI (Ludwig) Itália / França / Alemanha, 1972 – Direção Luchino
Visconti – elenco: Helmut Berger, Romy Schneider, Trevor Howard, Silvana
Mangano, Gert Fröbe, Helmut Griem, John Moulder-Brown, Izabella Telezynska, Sonia
Petrova, Umberto Orsini, Folker Bohnet, Adriana Asti, Marc Porel (Richard
Hornig), Nora Ricci, Mark Burns, Alexander Allerson – 248 minutos
domingo, 21 de outubro de 2018
domingo, 14 de outubro de 2018
NASCE
UMA ESTRELA (A Star Is Born) EUA, 2018 – Direção Bradley Cooper – elenco: Lady
Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott, Andrew Dice Clay, Rafi Gavron, Anthony
Ramos, Dave Chappelle, Alec Baldwin, Marlon Williams – 136 minutos
Uma
estrela em ascensão cruza o caminho de outra, já na decadência. Ainda assim,
ninguém, especialmente Hollywood, se cansa de ouvir novamente.
“Nasce Uma Estrela” é uma
história inesquecível e muito poderosa e essa é a quarta adaptação que o cinema
realiza. A primeira versão foi produzida em 1937, com direção de William A.
Wellman e Jack Conway e a performance de Janet Gaynor; em 1954, com a direção
de George Cukor e atuação de Judy Garland surge a segunda; e em 1976, direção
de Frank Pierson e o brilho da diva Barbra Streisand o mundo assiste à terceira
versão. Agora, pequenos ajustes foram feitos para colocar a história no
contexto atual, mas o arco dramático central permanece o mesmo. Para quem ainda
não conhece, o filme narra o encontro do astro da música Jackson Maine (Bradley
Cooper), com uma talentosa promessa ao estrelato Ally (Lady Gaga, brilhante).
Enquanto um inicia seu declínio na carreira em função do abuso do álcool e das
drogas, a outra chega ao auge da fama, mas se vê “vitima” da indústria que quer
moldar sua imagem para obter ainda mais sucesso.
Bradley
Cooper faz sua estreia como diretor e como roteirista. Seu primeiro acerto é
ter escolhido uma obra que é mais uma vez adaptada. De suas três funções no
filme, o ator e agora cineasta consegue, ao lado de Eric Roth e Will Fetters,
trazer a história para o presente, atualizando de uma forma brilhante tanto o
romance retratado na tela como os significados possíveis do que é ser, de fato,
uma estrela nos dias atuais. Mesmo assim, essa não é sua função de maior
destaque no filme. A direção de Bradley Cooper surpreenderá aquele que não
souber que este é seu primeiro trabalho como diretor.
Essa nova versão tem maiores semelhanças com a de 1977. Nas
duas primeiras, o casal principal era formado por dois atores. Na atual, assim
como na de Barbra Streisand, tratam-se de cantores. Lady Gaga vive Ally, uma
jovem que sonha em ser cantora, mas que trabalha em um restaurante para pagar
as contas. De temperamento forte, volta e meia, ela se apresenta em um clube
noturno, sendo sempre incentivada pelo pai e pelo melhor amigo. Determinado
dia, o clube recebe a visita do astro da música Jackson Maine (Cooper).
Ele logo presta atenção na jovem e decide ajudá-la em sua carreira. Ao mesmo
tempo, se apaixonam. Sobretudo quando a carreira de Ally vai
crescendo, Jack vai perdendo a luta contra o alcoolismo e o vício em drogas.
Apaixonados, eles tentam se apoiar, mas isso acaba se tornando algo mais
complicado do que o previsto. Um dos grandes filmes do ano!! Merece ser
conferido!!
sábado, 13 de outubro de 2018
SÁBADO
ALUCINANTE – Brasil, 1979 – Direção Claudio Cunha – elenco: Sandra Bréa,
Marcelo Picchi, Djenane Machado, Sylvia Salgado, Rogério Fróes, Simone
Carvalho, Rodolfo Arena, Maurício do Valle, Fernando Reski, Petty Pesce, Lia
Farrel, Moacir Deriquém, Heloísa Raso, Neusa Borges, Sonia de Paula, Canarinho,
Miriam Fischer, Luiz Carlos Niño, José Carlos Sanches, Kiriaki, Miguel Carrano –
100 minutos
A DISCOTECA: SEU MUNDO E SUBMUNDO,
ONDE TUDO PODE ACONTECER
Filme de grande sucesso no
final da década 1970, em plena onda da cultura das Discotecas, cujo maior expoente
era o sucesso norte-americano “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977), com John
Travolta e logo em seguida “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” (1978), também
com o Travolta, “Sábado Alucinante” apresentava um contexto bastante coerente:
a observação de costumes e a crônica metódica de pequenos personagens. Aqui, a
história transporta o espectador para a New York City Discoteque, uma casa
noturna no Rio de Janeiro onde se conhece diversos personagens prontos para se
divertir com o ritmo alucinante da disco. Dentre eles, o boa vida Bebeto (Marcelo
Picchi), a glamorosa e cobiçada Laura (Sandra Bréa), a virgem Tete (Petty
Pesce), a travesti Soraya (Kiriaki), a futura mãe Gina (Simone Carvalho), os
adolescentes Juquinha (Luiz Carlos Niño) e Gracinha (Miriam Fischer), o rude
Ivan (Maurício do Valle), entre outros. Além dos festeiros, o velho garçom
chamado jocosamente de Lesma (Rodolfo Arena) também é presença certeira no
local, embora esteja com seus dias contados ali.
Considerado uma grande pornochanchada (estilo
de filmes muito em moda nos anos 1970), possui algumas cenas gratuitas de nudez,
que sempre era esperado pelo público. O diretor costumava escrever roteiros em parcerias
nobres, como a escritora Márcia Denser e o novelista Benedito Ruy Barbosa.
Manifestava, assim, preocupação de filtrar o apelo popular -- de diálogos
superficiais e dramas ligeiros -- com uma veia consistente. O interesse dos
seus filmes sobreviveu com equilíbrio e a tentativa sincera de fazer bom
cinema para as massas. Entre o ridículo e o sublime,
uma coisa ele não pode negar: apaixonado pelo Rio de Janeiro e pela dinâmica da
vida balneária, sua vontade de realizador carioca sempre traía as origens
paulistanas. Soube operar esta circunstância com naturalidade, o que lhe
garantia posição privilegiada: acesso ao rico circuito exibidor de São Paulo e
intimidades no meio cultural de ambos lados da ponte aérea. No final dos anos 1970
obtinha sólido êxito em todo país e na América do Sul. “Sábado Alucinante”
merece ser conferido e com certa nostalgia, principalmente para quem viveu o
período.
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
domingo, 7 de outubro de 2018
FUNNY GIRL – A GAROTA
GENIAL (Funny Girl) EUA, 1968 – Direção William Wyler – elenco: Barbra
Streisand, Omar Sharif, Kay Medford, Anne Francis, Walter Pidgeon, Lee Allen,
Mae Questel, Gerald Mohr, Frank Faylen – 150 minutos
UMA BELÍSSIMA
OBRA SOBRE UMA MULHER QUE É CAPAZ DE AMAR, MAS SE AMA EM PRIMEIRO LUGAR.
Barbra Streisand interpreta a Fanny Brice, a
melhor comediante de sua geração. Descoberta no Keeney's Music Hall, Fanny é contratada
pelo produtor Florenz Ziegfeld (Walter Pidgeon) para fazer parte de seus
Follies. Enquanto sua fama aumenta, aumenta também seu interesse por Nicky
Arnstein (Omar Sharif), um bonito jogador e apostador. Apesar das diferenças,
Arnstein se transforma no grande amor da vida de Fanny e eles se casam. Mas
conforme a carreira dela prospera, a de Nicky piora e ele é preso por fraude.
Fanny não quer se divorciar, mas ambos descobrem finalmente que esse casamento
não pode prosperar.
O filme possui uma perfeita e impecável direção de William Wyler, com
atuações brilhantes de todo o elenco e trilhas sonoras dignas de muitos
elogios. A aceitação desse belo filme
foi tão grande que recebeu 08 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme do
Ano. Barbra Streisand venceu na categoria Melhor Atriz do Ano, empatando com
Katharine Hepburn (que fez a Rainha Eleanor de Aquitânia, em “O Leão no Inverno”).
É o único empate nessa categoria em toda a história do Oscar.
sábado, 6 de outubro de 2018
HOMEM-FORMIGA E A VESPA (Ant-Man and
the Wasp) EUA, 2018 – Direção Peyton Reed – Elenc0: Paul Rudd, Evangeline
Lilly, Michael Peña, Abby Ryder Fortson, Bobby Cannavale, Judy Geer, David
Dastmalchian, Hannah John-Kamen, Michelle Pfeiffer, Laurence Fishburne, Michael
Douglas, Goran Costic – 118 min
Pequeno em escala e gigante em diversão, o longa
explora o humor e a correria de maneira inteligente e criativa.
É um filme simples e ao mesmo tempo extraordinário. Apesar de não abusar de cenários
grandiosos, explosões e destruições continentais, é nos detalhes que sobra
brilhantismo. Se já era divertido acompanhar o Homem-Formiga em seu tamanho
diminuto, aqui, por conta de um problema hilário pelo qual o personagem passa,
a graça das cenas de ação fica para as ágeis e diversificadas mudanças de
escala dos personagens e também de suas perspectivas.
"Homem-Formiga e a Vespa" sabe fazer rir e também explorar ótimas cenas de
ação criativas em sua trama e, por isso, merece muitos elogios. O filme não
traz nada novo realmente, mas é bom ver algo leve e despretensioso.
É um filme teoricamente previsível que surpreende
porque incorpora muito bem a dinâmica do imprevisível.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
NO
OLHO DO FURACÃO (The Hurricane Heist) EUA, 2018 – Direção Rob Cohen – Elenco: Toby
Kebbell, Maggie Grace, Ryan Kwanten, Ralph Ineson, Ben Cross, Jamie Andrew
Cutler, Christian Contreras, Jimmy Walker – 103 minutos
600
MILHÕES DE DÓLARES ROUBADOS A MIL KILOMETROS POR HORA
O furacão é um grande pano de fundo que dá
um ar de novidade. O público que procura um filme realmente sobre uma
catástrofe natural pode se decepcionar, mas aqueles que buscam um filme de ação
sairão satisfeitos das salas de cinema. O furacão é somente um terceiro
elemento que serve para atrapalhar e criar uma tensão em uma trama espetacular
e eficaz. Com uma fotografia belíssima; excelentes cenas de ação e uma direção
impecável, é um filme para quem procura para prender a respiração. Apesar de
muitas situações inverossímeis, há muita originalidade em fugir do esquema “caçadores
de emoção” e migrar para o gênero policial. Inegavelmente divertido, é como se “Onze
Homens e Um Segredo” se juntasse com “Twister” e o resultado, por mais
questionável que seja, garante bons 100 minutos de diversão.
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