VINGADORES:
GUERRA INFINITA (Avengers – Infinity War) EUA, 2018 – Direção Anthony Russo e
Joe Russo – elenco: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Chris
Evans, Scarlett Johansson, Benedict Cumberbatch, Tom Holland, Don Cheadle,
Chadwick Boseman, Zoe Saldana, Tom Hiddleston, Karen Gillan, Paul Bettany, Elizabeth
Olsen, Anthony Mackie, Idris Elba, Sebastian Stan, Dave Bautista, Vin Diesel,
Bradley Cooper, Josh Brolin, Chris Pratt, Gwyneth Paltrow, Benicio Del Toro,
William Hurt, Sean Gunn – 149 minutos
domingo, 13 de maio de 2018
sábado, 12 de maio de 2018
GUERRA
DE INVERNO (Winter War) França, 2017 – Direção David Aboucaya – elenco: Laurent
Guiot, Laurent Cerulli, Benoit Davin, Manuel Gonçalves, Brian Messina, Tommy
Lee Baïk, Naccari Natale, David Aboucaya, Laurent Aboucaya, Bastien Calou,
Adrien Caus, Nicolas D. Coiffard, Corvis, Philippe Coste, Maxence Leurent,
Sonia Pérez, Anthony Wauters – 140 minutos
O LONGO INVERNO DE 1945 FOI DEVASTADOR PARA TODOS ELES
Era
janeiro de 1945. O primeiro regimento francês de paraquedistas junta-se a uma
unidade norte-americana para lutar e libertar a região da Alsácia, na França.
Uma Divisão Aliada deve tomar a floresta que limita a cidade de Jebsheim,
vários dias antes do ataque que mais tarde seria chamado de “Stalingrado
Francês”. Prisioneiros do frio, da neve e das duras condições do inverno, e
bombardeados pelas forças alemãs, os soldados franceses e americanos aprendem a
violência e o inferno da Segunda Guerra Mundial. Nessa luta pela liberdade e
sobrevivência, eles enfrentarão um inimigo inesperado e aterrador. Com uma
fotografia deslumbrante e de tirar o fôlego, com cenas espetaculares e de
eletrizante ação, este drama francês apresenta um capítulo triste e doloroso de
um episódio que marcou o fim do conflito mundial, com destaque para as atuações
de todo o elenco e uma história repleta de tensão e antagonismo. Merece ser
conferido. Muito bom!!
sexta-feira, 11 de maio de 2018
O REENCONTRO (Sage Femme) França
/ Bélgica, 2017 – Direção Martin Provost – elenco: Catherine Deneuve, Catherine
Frot, Olivier Gourmet, Quentin Dolmaire, Mylène Demongeot, Jeanne Rosa, Jaques
Mechelany – 117 minutos
COMOVENTE, GRACIOSO E CHEIO DE
POESIA. UM DUO EXCEPCIONAL
Martin Provost conta muito mais do que uma
reconciliação através da ternura. Com Claire e Béatrice, ele fala sobre a
importância de buscar sua própria felicidade: saber quem nos apoia, quem amamos
e quem nos ama, e saber agradecer. (Frédéric Strauss – Télérama)
É raro ver um filme focado em duas mulheres na
segunda metade de suas vidas, enquanto os homens existem apenas como
coadjuvantes. "O Reencontro" também é incrivelmente franco em sua
abordagem do trabalho e da maternidade. (Kimber Myers – The Playlist)
Com sacadas de humor negro pontualmente inseridas
no decorrer de suas duas horas, "O Reencontro" não é simplesmente uma
trama sobre os fantasmas do passado. É também um drama que explora as reações
de suas protagonistas diante de mudanças tão inesperadas. (Davi Gonçalves –
Ccine 10)
Martin Provost explora com coerência o paralelismo
de personalidades tão opostas, mas igualmente solitárias, e vai derivando
outros contrastes e novas afinidades que encurtam a distância entre essas duas
mulheres extraordinárias em suas vidas comuns. (Fátima Gigliotti – Preview)
Entregue a estas duas grandes atrizes e a um elenco
de apoio não menos inspirador, o filme consolida seu relato humanista sem
desviar-se nem do humor nem do drama, ainda que evitando exageros. (Neusa
Barbosa – Cineweb)
Mesmo transitando por caminhos reconhecíveis e
tropeçando em obstáculos mais formais que de conteúdo, "O Reencontro"
é uma celebração agridoce dos pequenos instantes de felicidade, das relações
reatadas, da urgência dos encontros. (Marcelo Müller – Papo de Cinema)
sábado, 5 de maio de 2018
VENHA
TOMAR UM CAFÉ CONOSCO (Venga a Prendere Il Caffè da Noi) – Itália, 1970
–Direção de Alberto Lattuada – elenco: Ugo Tognazzi, Francesca Romana Coluzzi,
Angela Goodwin, Milena Vukotic, Jean Jacques Fourgeaut – 100 minutos.
QUANDO
ALBERTO LATTUADA DIRIGIA, AS IRREVERÊNCIAS ERAM PÁGINAS DE ARTE
Alberto
Lattuada muitas vezes foi acusado de ser grosseiro e vulgar. Mas ele nunca
recuou diante da grosseria ou da vulgaridade, se isso era importante para o que
queria dizer. Emerenziano Paronzini (Ugo Tognazzi, genial e em brilhante
interpretação) é o austero inspetor de rendas de uma pequena cidade italiana.
Ao saber que após a morte do pai as três solteironas irmãs Tettamanzi herdaram
sua fortuna, Emerenziano vislumbra a possibilidade de dar uma grande virada na
sua medíocre existência casando-se com uma das irmãs, o que acaba conseguindo.
Em pouco tempo estará pulando de uma cama para outra. Mas viver num casarão com
3 mulheres carentes mais uma empregadinha fogosa pode, no final das contas, não
ser o paraíso na terra. Mais uma sátira ao machismo e a hipocrisia da
sociedade, onde no final aparece um letreiro dizendo que aquela é uma obra de
ficção e qualquer semelhança com fatos ou pessoas verdadeiras é mera
coincidência, o que no geral significa exatamente o contrário. Um dos melhores
exemplos também da importância da montagem na obra do diretor. Uma das melhores
comédias de Lattuada!! Imperdível!!
A MAIS
FESTEJADA E ENGRAÇADA COMÉDIA ITALIANA!!!
sexta-feira, 4 de maio de 2018
ARGENTINA
(Zonda: Folclore Argentino) Argentina / França / Espanha, 2015 – Direção Carlos
Saura – elenco: Pedro Aznar, Juan Falú, Marian Farías Gómez, Gabo Ferro,
Liliana Ferrero, Jairo, Luciana Jury, Horacio Lavandera, Luis Salinas, Walter
Soria, Jaime Torres – 85 minutos
PREPAREM-SE
PARA VIVER UMA EXPERIÊNCIA INCRÍVEL E ÚNICA!!
“Argentina” é uma
verdadeira declaração de admiração do grande cineasta espanhol, Carlos Saura, à
riqueza do folclore argentino, em particular à oriunda da seara musical. Não há
no seu percurso de celebração, proposto pelo cineasta espanhol, qualquer
inclinação a ancoragens, a aferrar-se demasiadamente a nortes específicos.
Passando por diversas vertentes sonoras, ele vai construindo um painel até
certo ponto livre, no qual sobressai a magnitude da arte, da herança que
atravessa gerações solidificando uma identidade nacional. Carlos Saura é um diretor
peculiar, que acredita em um tipo de cinema talvez único na atualidade. Ao
invés de desenvolver narrativas, ele explora conceitos através de apresentações
de dança e música. Assim foi em vários filmes seus e é também neste “Argentina”.
A música argentina vai além das margens do Rio da Prata. E Carlos
Saura – um dos mais importantes cineastas da Espanha, ao lado de nomes como
Pedro Almodóvar – sabe bem disso. Nesse belo filme, ele se inspira no vento
‘Zonda’, que sopra com frequência no noroeste do país (e que, inclusive, é o
título original do filme). Assim, faz uma viagem de imersão na cultura popular
dessa região. E o resultado é de encher os olhos. Aqui, o místico se abraça ao fantástico e às paixões, no qual as
cores fortes – o vermelho e o amarelo sobretudo – contrastadas com o escuro
predominante do cenário é efervescente e dilacerante. Os atores são colocados
em tela para expressar solidão em algumas horas, efusão em outras, fúria nas
restantes. É um projeto comovente e com um refinado senso de
espetáculo e emoção. Mais uma vez, o cineasta espanhol nos entrega não
só uma celebração à música e às diferentes culturas, mas uma ode à vida e suas
diferentes e ricas manifestações.
domingo, 29 de abril de 2018
UMA
RAZÃO PARA VIVER (Breathe) Inglaterra, 2017 – Direção Andy Serkis – elenco:
Andrew Garfield, Claire Foy, Hugh Bonneville, Ed Speleers, Tom Hollander, David
Butler, Ben Lloyd-Hughes, Miranda Raison, Andre Jacobs, Camilla Rutherford, Terry Norton, Charles
Streeter, Penny Downie, Amit Shah, Jonathan Hyde, Emily Bevan, David Vilmot,
Stephen Mangan – 118 minutos
SEUS GESTOS VASTOS DE INSPIRAÇÃO
COMOVIDAMENTE CHEGAM AO CORAÇÃO
"Uma Razão para
Viver" é uma história inspiradora, bem contada, e essencialmente uma
biografia de um assunto muito meritório, com apenas algumas explosões de estilo
estilístico e um par de surpresas menores, na melhor das hipóteses. (Richard
Roeper – Chicago Sun-Times)
O filme traz uma história de
amor adorável, e embora ele abuse dos efeitos românticos até quase esquecer do
drama, Serkis executa um trabalho admirável atrás da câmera e Garfield e Claire
Foy trazem atuações muito boas. (Adam Chitwood – Collider)
Composto por divertidos e inacreditáveis trechos
de road movie e uma história real inspiradora e instrutiva
(que no entanto não sana as dúvidas mais práticas sobre a rotina com
tetraplegia), “Uma Razão Para
Viver” é mais um entre tantos dramas de época britânicos sem
personalidade, porém operante. Seu grande diferencial é a suavização do
romance, que em outras mãos certamente engoliria os desafios da vida
pós-poliomielite. (Taiani Mendes – Adoro Cinema)
Se
pararmos para pensar, muitos grandes atores de Hollywood já colocaram a mão na
massa e dirigiram seus próprios filmes. Clint Eastwood, Sean Penn, Angelina
Jolie, Ben Affleck, Tom Hanks, Mel Gibson e Robert Redford são bons exemplos, e
agora Andy Serkis pode se
considerar um integrante deste time. Arriscando-se do outro lado da câmera (o
ator é mundialmente conhecido por suas atuações através da captura de
movimentos em “O Senhor dos Anéis” e “Planeta dos Macacos”), Serkis já prova ser um bom condutor não só com a história
que conta mas também com seus atores/personagens – até porque, com Claire Foy e
Andrew Garfield, dificilmente o resultado seria negativo. (Barbara
Demerov – Cinematecando)
Uma Razão para Viver torna-se um
filme leve, algo que surge da surpresa desse longa não explorar de forma
inoportuna a condição de seu protagonista. Ao acompanhar suas tentativas de
voltar para casa, ou nas várias investidas para construir uma cadeira de rodas
com respirador – algo improvável para época, o filme vai se divertindo com as
aventuras daquele homem, como se cada passo fosse uma aventura. No filme de
Serkis a vida surge dessa maneira, não no diálogo chantagista com a morte, ou
na emoção superficial existente na exploração de uma doença. (Giovanni Rizzo –
Observatório de Cinema)
sábado, 28 de abril de 2018
12
HERÓIS (12 Strong) EUA, 2018 – Direção Nicolai Fuglsig – elenco: Chris Hemsworth,
Michael Shannon, Michael Peña, Navid Negahban, Trevante Rodhes, Geoff Stults,
Thad Luckinbill, Austin Hébert, Austin Stowell, Ben O’Toole, Kenneth Miller,
Kenny Sheard, Jack Kesy, William Fichtner, Rob Riggle, Fahim Fazli, Peter
Malek, Seth Adkins, Arshia Mandavi – 130 minutos
NUM
MUNDO ATERRORIZADO, ELES SE TORNARAM VOLUNTÁRIOS PARA LUTAR
O texto dos tarimbados Ted Tally (O
Silêncio dos Inocentes) e Peter Craig (Atração Perigosa) não faz por menos e se
equilibra bem na tênue linha, conseguindo subverter o esperado, entregando um
discurso lúcido e imparcial na medida certa. (Pablo Bazarello – Cinepop)
O fotojornalista-que-virou-diretor
dinamarquês Nicolai Fuglsig usa sua experiência para uma acreditável
representação forte da guerra, uma que ajuda o público a entender melhor depois
porque a região tem sido tão infernalmente problemática para as tropas
americanas. (Tom Russo – Boston Globe)
Para devotos de explosões
cinematográficas e dedicados estudantes de masculinidade nas telonas (como eu),
"12 Heróis" é um atrativo excelente, da melhor qualidade. Dirigido pelo
estreante Nicolai Fuglsig, é no geral assistível, mas é previsivelmente mais
fácil de ver do que ouvir ou pensar sobre. (Manohla Dargis – New York Times)
Em "12 Heróis", somos
intimados a perceber que essa não é apenas uma obra sobre um conflito armado,
mas sobretudo a respeito de nossa conduta perante o outro. (Rodrigo Oliveira –
Observatório do Cinema)
É praticamente todo um show do
Hemsworth e ele está disposto a carregar o filme inteiramente nos seus ombros
largos: ele é carismático, destemido, confiante, palhaço e um bom moço de
Kentucky que só quer terminar suas tarefas e voltar para sua casa, onde sua
esposa e filha esperam. (Todd McCarthy – The Hollywood Reporter)
O filme alcança moderadamente os seus
objetivos, mas não reinventa a roda. "12 Heróis" funciona como
homenagem aos verdadeiros heróis americanos que viveram esta história, mas soa
como um filme de guerra genérico, sem muita substância. (Chris Agar – Screen Rant)
Enquanto é gratificante - e
ocasionalmente cativante - ver essa história sendo contada em "12
Heróis", o filme produzido por Jerry Bruckheimer contém poucas surpresas
genuínas, pelo menos de um ponto de vista cinematográfico. (Michael O’Sullivan –
Washington Post)
O filme serve como um veículo de
exaltação do espírito americano e funciona como mais um exercício de
patriotismo. Os heróis são exatamente isso que o título nacional promete – por
herói, entenda-se máquina de matar – sem consciência, sem problemas emocionais.
(Alysson Oliveira – Cineweb)
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