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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

AMORES IMAGINÁRIOS (Les Amours Imaginaires) Canadá, 2010



PARA QUEM JÁ VIVEU A ILUSÃO DE UM GRANDE AMOR!!

AMORES IMAGINÁRIOS (Les Amours Imaginaires) Canadá, 2010 – Direção Xavier Dolan – elenco: Xavier Dolan, Niels Schneider, Monica Choki – 95 minutos.
Tão fascinante quanto AMORES IMAGINÁRIOS é seu diretor: canadense de Quebec, Xavier Dolan provocou sensação em Cannes já com seu filme de estreia, EU MATEI MINHA MÃE (2009), que abocanhou três prêmios. Um ano depois, voltou ao festival para convencer quem duvidava de seu talento e, informalmente, assumiu o cargo de diretor indie do momento. Tudo isso munido de um topete exagerado, óculos gigantes, um certo ar blasé e apenas 21 anos.



Enquanto sua posição não está bem definida, ao menos claras são suas fontes. Neste segundo longa, o jovem cineasta, que também atua e escreve, escancara suas referências do cinema e da cultura pop para contar a história de Francis e Marie, dois amigos que se apaixonam à primeira vista por Nico, um loiro inalcançável, classificado como um Adonis. Seu estilo é todo forjado no passado: personagens "cool", figurino retrô, penteados descolados e canções sessentistas embalam o triângulo amoroso.



No filme emerge a questão sobre o que vale mais: um desejo carnal ou uma amizade? Para falar de amor, desejo e afins, o filme põe em cena entrevistas, rodadas como se fossem um documentário. Esses jovens, que falam olhando direto para a câmera, formam uma espécie de painel de como se ama fisicamente e emocionalmente em Quebec. O resultado é um filme irresistível, que, se para alguns não passa de um pastiche da nouvelle vague, consegue falar para qualquer alma que já viveu a ilusão de um amor. E ainda há um brilho extra: Louis Garrel, ator que torna infinito o jogo de sedução. Um filme que merece ser visto por sua proposta moderna e descolada!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

PATAGÔNIA (Patagonia) Reino Unido / Irlanda do Norte, 2010



UM FILME QUE PRIVILEGIA A BELEZA DAS PRIMOROSAS IMAGENS DA PATAGÔNIA E DO PAÍS DE GALES!!

PATAGÔNIA (Patagonia) Reino Unido / Irlanda do Norte, 2010 – Direção Marc Evans – elenco: Matthew Gravelle (Rhys), Marta Lubos (Cerys), Nahuel Pérez Biscayart (Alejandro), Nia Roberts (Gwen), Matthew Rhys (Matteo), Rhys Parry Jones (Martín), Duffy (Sissy) – 118 minutos.



Percorrendo paisagens amplas e deslumbrantes, duas mulheres realizam um trajeto íntimo decisivo em suas vidas: uma procurando o seu futuro; a outra, o seu passado. A primeira é Gwen, atriz galesa que vive junto ao fotógrafo Rhys há sete anos. Suas mal sucedidas tentativas de ter um filho desgastaram a relação, que eles esperam recuperar em uma viagem à Patagônia Galesa. A segunda é Cerys, senhora diabética do Sul da Argentina, que sonha em conhecer a cidade de onde suA mãe foi expulsa, no País de Gales. Ao lado do vizinho adolescente Alejandro, ela cruza o oceano na esperança de descobrir suas origens.



A história da senhora Cerys e do adolescente Alejandro cativa bastante. Já a história do casal em crise é motivo de reflexão. Mas ambas as histórias desse road movie são extremamente notáveis e fazem dele um grande filme. O mais interessante e peculiar desse filme em questão é o foco em personagens complexos, buscando, na verdade, a si mesmos em distintas jornadas. A trilha sonora é inesquecível e deliciosa!! A fotografia primorosa dos ambientes da Patagônia e do País de Gales são puro encantamento para os olhos de qualquer espectador. Filme raro, belo, tocante, comovente e inesquecível!! Vale o ingresso, a locação ou baixar na Internet!!


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

CARO SR. HORTEN (O'Horten) Noruega, 2007



UM DESSES FILMES EUROPEUS BELÍSSIMOS QUE DISCUTE VELHICE E SOLIDÃO COM SUTILEZA E SENSIBILIDADE!!

CARO SR. HORTEN (O’Horten) Noruega, 2007 – Direção Bent Hamer – Elenco: Baard Owe (Odd Horten), Espen Skjønberg (Trygve Sissener), Ghita Nørby (sra. Thoegersen), Kai Remlov (Steiner Sissener), Kari Lolland (Vera Horten) – 84 minutos.

Este filme norueguês de 2007 é daqueles que se chama de pequenas obras, em tom menor. Música de câmara, para poucos instrumentos – não uma sinfonia. Pequeno retrato – não um grande afresco. Narra, com economia de palavras e sem qualquer fogo de artifício, alguns poucos dias na vida de um homem de 67 anos que está se aposentando. Em "Caro Sr Horten", o diretor coloca no centro do palco um homem que precisa colocar sua vida em novos trilhos depois da aposentadoria. Extremamente metódico, até seu pequeno apartamento está sob a sombra da ferrovia e o barulho dos trens é a trilha sonora quase incessante. Sempre munido de seu cachimbo, Horten começa a experimentar coisas novas, como passear por Oslo com os olhos cobertos.
Depois de 40 anos de serviço prestados à rede ferroviária, sempre com dedicação e disciplina, Horten é homenageado com uma locomotiva em miniatura. Nessa cena, durante um jantar, ele faz uma composição visual métrica que lembra o visual de filmes do sueco Roy Andersson, como "Vocês, Os Vivos", com a ação acontecendo com uma perspectiva de profundidade na imagem.



A vida do protagonista começa finalmente a mudar quando, no seu último dia de trabalho, ele perde a hora. A partir de então, a ação transcorre como um sonho estranho, com os fatos acontecendo numa ordem fora de cronologia. O ator Bård Owe, que trabalhou com Lars von Trier em "Europa" e na série televisiva "O Reino", parece um Buster Keaton norueguês com seu rosto pétreo - algo conhecido como deadpan - capaz de mostrar as emoções sendo cozidas em seu interior em fogo brando. A vida de O'Horten - como o personagem é conhecido - parece sem graça e corre o risco de ficar ainda mais. No entanto, Hamer aborda o poder de transformação que cada um traz dentro si. É algo que em "Caro Sr Horten” acontece de forma sutil – o que pode ser ainda mais poderoso. Marcado por situações inusitadas que beiram o surreal, o longa norueguês faz da jornada de Odd uma reflexão sobre ações mal conduzidas. Ao restabelecer seu contato com o mundo exterior, o protagonista se obriga a seguir um caminho que não obedece ao itinerário vicioso da via férrea, que sempre serviu para distrair os fantasmas do passado. Seja numa conversa sincera com uma solitária dona de pensão. Ou na companhia a uma criança com medo do escuro. Ou com a própria mãe. Pouco a pouco, ele percebe a necessidade de uma mudança que o leve pra bem longe da fiel locomotiva, e tudo de previsível que ela representa.



E como acontece na maioria dos filmes, coube a um desajustado dizer as palavras certas para Odd abrir os olhos. É no encontro com o etílico diplomata Trygye Sissener (Espen Skjønberg) que ele encontra a inspiração para seguir em frente. Colecionador de armas primitivas (“o que é uma contradição, pois todas as armas são primitivas”) seu amigo é o típico bon vivant que possui o hobby de dirigir com os olhos vendados. Conduta totalmente oposta à personalidade insegura do protagonista. É com ele que Odd aprenderá algo muito simples e importante: ainda há tempo! Com bela atuação do desconhecido ator Bård Owe, “Caro Sr. Horten” é um trabalho sensível e cativante, que merece ser descoberto. Feito com poucos diálogos, belas paisagens e com uma trilha minimalista que não incomoda, o filme faz da instrospecção do seu personagem-título uma fábula singela e bem-humorada. Longe de ser didático, é surpreendente. Na longa e boa crítica sobre o filme, assinada por Nathan Southern, o AllMovie traz uma definição justa, corretíssima: “Esta saga sobre uma fatia de vida se diverte com a mágica do banal. Tudo é tão aparentemente sério, tão nas entrelinhas, tão minimalista, que audiências mais míopes podem sequer conseguir detectar a comédia. Mas é essa qualidade de aparência de falta de expressão que faz o filme imensamente admirável.”

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ROMÂNTICOS ANÔNIMOS (Les Émotifs Anonymes) Bélgica, 2010



O FILME QUE É UMA GRATA SURPRESA DO ANO!!

ROMÂNTICOS ANÔNIMOS (Les Émotifs Anonymes) Bélgica, 2010 – Direção Jean-Pierre Améris – elenco: Isabelle Carré, Benoît Poélvoorde, Lorella Cravotta, Lise Lamétrie, Swann Arlaud, Pierre Niney, Stéphan Wojtowicz, Jacques Boudet, Alice Pol, Céline Duhamel - 80 minutos.

Jean-René (Benoît Poélvoorde) é o dono de uma pequena fábrica de chocolate e Angélique (Isabelle Carré) é uma brilhante confeiteira que começa a trabalhar para ele. Unidos pelo chocolate, não demora muito para que os dois acabem se apaixonando. Mas o sentimento terá de superar uma prova difícil: ambos dividem outra grande característica, uma timidez patológica que quase lhes impossibilita relações com outras pessoas. Agora, para viver essa história, eles terão de passar pelas situações mais inusitadas na tentativa de lidar com suas emoções descontroladas. Uma relação que parece estar condenada ao fracasso, mas, assim como um bom chocolate, é deliciosa e surpreendente. Os protagonistas são duas pessoas feitas uma para a outra, mas precisam descobrir isso e tomar coragem para lidar com o amor que surge entre eles. Especialista em chocolate, Angélique é uma solitária à procura de emprego. Toda semana frequenta um grupo de apoio a pessoas com problemas emocionais. Já Jean-René é dono de uma pequena fábrica de chocolate à beira da falência. Mal fala com os quatro empregados e distribui um chocolate que, pela falta de renovação, vem perdendo mercado ao longo dos anos. É uma jogada do destino Angélique chegar batendo na porta da empresa dele em busca de emprego. O retrato que o diretor faz desses românticos é bastante carinhoso. É como se ele se colocasse no mesmo patamar deles, sem julgá-los, ou tentar lançar alguma psicologia de botequim para explicar suas atitudes. Eles são como são, só precisam aprender a lidar com isso. O processo todo, é claro, é mais engraçado do que dramático. Um dos filmes mais deliciosos do ano!!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O GAROTO DA BICICLETA (Le Gamin au Vélo) Bélgica, 2011



UMA BELA OBRA-PRIMA DO CINEMA BELGA QUE FALA DE MUITAS COISAS, MAS DE ESCOLHAS MAIS DO QUE TUDO!!

O GAROTO DA BICICLETA (Le Gamin au Vélo) Bélgica, 2011 – Direção Jean-Pierre e Luc Dardenne – elenco: Thomas Doret, Cécile de France, Jérémie Renier – 87 minutos.

A nova realização dos Irmãos Dardenne – Jean-Pierre e Luc Dardenne - (diretores de O SILÊNCIO DE LORNA e A CRIANÇA) é uma maravilhosa encenação sobre a prisão e a liberdade, o isolamento e a socialização, o pertencer e o marginalizar-se. O filme tem a sensibilidade de apresentar os dilemas dos personagens sem nos incentivar ao julgamento ou à condenação - o abandono e o medo que dele surge é o principal. Até mesmo o pai que renega o filho tem suas razões. Todos nós temos nossos motivos, justificativa que, todavia, não torna nossos atos menos daninhos. É isso que também está em jogo: o daninho dos nossos atos, estejamos conscientes dos efeitos ou não. Entrando no labirinto proposto pelo filme, descobriremos quem é o pai irresponsável, a cabeleireira que aceita cuidar do menino nos fins de semana e a dor de Cyril. A bicicleta é o gesto de liberdade de um garoto que não foi ensinado a expressar sentimentos. Cyril é instintivo como um animal irracional. Não à toa, ganha o malicioso apelido de Pitbull. Enquanto um adulto equilibrado usa a palavra para lutar, o confuso menino morde – e isso não é figura de linguagem. Qualquer presença indesejada que se acerque é mordida. Quando o desespero se apodera dele, Cyril age como um cachorro. Quando a cabeleireira, sua guardiã, lhe oferece um cego afeto, ele verbaliza – mesmo que pelo choro. A construção de cada detalhe pelos Dardenne é mais que cuidadosa, do lençol que envolve o garoto como uma camisa de força às pedaladas desordenadas na entrada do orfanato. São esses detalhes na encenação que colocam O GAROTO DA BICICLETA acima de outros filmes sobre infância problemática. Adeptos de um cinema humanista e prestigiados por uma vasta série de prêmios, dos quais se destacam duas Palmas de Ouro em Cannes (por ROSETTA, 1999 e A CRIANÇA, 2005), os cineastas e irmãos belgas introduzem duas mudanças em seu novo filme, O GAROTO DA BICICLETA: o uso da música e a presença de uma atriz famosa no elenco, no caso, Cécile de France, sua compatriota que faz sucesso no cinema francês e filmou com o norte-americano Clint Eastwood (em ALÉM DA VIDA). Ao ver o filme, a conclusão que salta aos olhos é que os Dardenne mudaram apenas para permanecerem os mesmos, já que "O Garoto da Bicicleta", novamente brindado em Cannes em 2011 com um Grande Prêmio do júri, é mais um cuidadoso capítulo de uma cinematografia centrada no ser humano. Se os diretores e roteiristas continuam atentos às mazelas do mundo contemporâneo, desta vez, dedicam um espaço mais generoso à bondade.



Samantha (Cécile de France) é uma cabeleireira solteira cujo destino cruza-se por acaso com o do menino Cyril (Thomas Doret), de 11 anos. Quando ele entra no consultório médico em que ela se encontra e agarra-se a ela para não ser levado de volta ao orfanato, ele fracassa, naturalmente. Mas o abraço, um verdadeiro pedido de socorro, plantou a semente de uma irresistível curiosidade em Samantha. O pai de Cyril (Jérémie Renier, de A CRIANÇA) pura e simplesmente o abandonou no orfanato, prometendo voltar em um mês. Mas desapareceu sem deixar pistas. No momento em que Cyril encontra Samantha, está no auge do desespero. Não consegue acreditar que o pai simplesmente o tenha deixado para trás sem nenhuma palavra. Nem que tenha vendido até sua bicicleta, como descobre depois. Recomprando a bicicleta do novo dono, Samantha tem sua primeira intervenção na vida de Cyril, devolvendo-lhe a primeira parte de sua identidade radicalmente fraturada pela rejeição. Quando o menino lhe pede que venha buscá-lo no orfanato nos fins de semana, mesmo sem entender direito porquê, ela aceita. Este princípio de uma maternidade opcional abre várias frentes de conflito, até porque Cyril tem sua curiosidade despertada para caminhos mais tortuosos, a partir de sua convivência com Wes (Egon di Mateo), o jovem valentão da vizinhança de Samantha. O GAROTO DA BICICLETA fala de muitas coisas, mas de escolhas mais do que tudo. As opções de Cyril especialmente, suas consequências e desdobramentos, ainda que várias delas dependam de Samantha. Uma grande parte dos sentimentos do filme, e do risco corrido pelos diretores, passa pelo estreante Thomas Doret, escolhido em um cuidadoso processo de seleção. Somente com o olhar, ele é capaz de transmitir boa parcela do tormento interior de seu personagem, num momento crucial de contato com sua fragilidade no mundo. Merece ser visto e admirado, um dos mais belos e sensíveis filmes do ano!!



domingo, 8 de janeiro de 2012

O DUBLÊ DO DIABO (The Devil's Double) Bélgica, 2011



BASEADO NUM CASO REAL, AS ATROCIDADES COMETIDAS POR UM DITADOR E SUA PROLE APRESENTAM UM FILME PODEROSO E BRILHANTE!!

O DUBLÊ DO DIABO (The Devil’s Double) Bélgica, 2011 - Direção Lee Tamahori – elenco: Dominic Cooper, Ludivine Sagnier, Raad Rawi, Philip Quast, Mimoun Oaïssa, Khalid Laith, Dar Salim, Nasser Memarzia, Mem Ferda, Pano Masti – 101 minutos.

O filme conta uma história real envolvendo Uday Hussein, o filho mais velho de Saddam. Desde a adolescência, Uday usou um colega de escola, Latif Yahia, como dublê. Ele é afastado de sua família e forçado a se tornar o dublê. Adulto, Yahia teria passado por cirurgias plásticas para ficar mais parecido com Uday. Depois de sobreviver a 11 tentativas de assassinato contra o filho do ditador, Yahia conseguiu fugir do Iraque em 1991. O filme mostra a profunda e depravada rede de carrões, dinheiro, mulheres fáceis, corrupção livre e violência na qual Yahia ficou preso por muitos anos. “O Dublê do Diabo” é o nome do livro que ele escreveu contando sua história.



Uday foi um louco, matou em jantares públicos, tinha um zoológico particular em sua mansão, ficou paralítico por uns tempos, ordenou a tortura de atletas iraquianos que não fossem bem nas olímpiadas, ordenou o sequestro de mulheres jovens iraquianas nas ruas para estuprá-las, usava uma dama de ferro para torturar seus inimigos, comprou ou roubou cerca de 1.200 veículos de luxo e acabou morto pelos americanos numa operação em 2003, depois de resistir à prisão e abrir fogo contra os mesmos.



Uma história forte, recheada de verdades e com a excepcional atuação do ator principal. Dominic Cooper teve muito trabalho para representar o louco filho de Saddam e seu dublê. Dominic, depois da sua brilhante performance em CAFÉ DA MANHÃ EM PLUTÃO (2005); A DUQUESA (2008); EDUCAÇÃO (2009); CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR (2011), mostra que é um dos mais notáveis ator da atualidade, num papel surtado e ensandecido. O filme é todo dele, que reina absoluto, seja como o centrado e sofrido Latif, ou como o excêntrico e psicótico Uday. O ator mostra-se bastante competente em diferenciar os dois personagens, mesmo quando eles aparecem idênticos na tela. O diretor Lee Tamahori consegue imprimir um excelente ritmo à narrativa, conferindo-lhe agilidade e coerência. E há ainda a competente e belíssima fotografia de Sam McCurdy. Um filme que merece ser descoberto!! UM DOS MELHORES FILMES DO ANO!!


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O REI DOS LADRÕES (Janosik - Prawdziwa História) Polônia / Eslováquia / República Tcheca, 2009



O CINEMA POLONÊS SEMPRE EM ALTA, CONFIRMA ESSA TESE NESSA PRODUÇÃO DE ALTÍSSIMA QUALIDADE

O REI DOS LADRÕES (Janosik – Prawdziwa Historia) Polônia / Eslováquia / República Tcheca, 2009 – Direção Agnieszka Holland e Kasia Adamik – elenco: Václav Jirácek (Janosik), Ivan Martinka (Tomasz Uhorczyk), Michal Zebrowsky, Sarah Zoe Canner, Tatiana Pauhofová, Eryk Lubos - 140 minutos.



Janosik é um lendário personagem da Europa Central (com base em documentos reais do século XVII), no estilo Robin Hood. Como líder de um bando de foras da lei, este ladrão da montanha roubava dos ricos e ajudava os pobres. Esta recente versão da aclamada diretora polonesa Agnieszka Holland, é um filme repleto de ação, aventuras, lutas, duelos, perseguições e armadilhas. Com uma fotografia esplendorosa, um roteiro bem costurado e uma performance irretocável dos atores é um dos grandes filmes do ano. Muito bom para estudiosos e pesquisadores. A diretora polonesa sempre foi mestra em realizações de qualidade e aqui não poderia ser diferente. Um filme belo, com uma históriA bonita que merece o ingresso ou a locação do DVd.