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sábado, 2 de julho de 2011

O ÁLAMO (The Alamo)



O ÁLAMO (The Alamo) EUA, 1960 – Direção de John Ford – Elenco: John Wayne, Richard Widmark, Laurence Harvey, Frankie Avalon, Linda Cristal, Richard Boone, Ruben Padilla, Guinn Williams, Chill Wills, Patrick Wayne - 161 minutos.

John Wayne produziu, dirigiu e estrelou este relato "impressionante como a própria realidade" (Life Magazine) de um dos acontecimentos mais marcantes da história dos EUA. Em Álamo, uma sofrida Missão, 185 homens especiais fizeram um pacto sagrado: resistir a um exército de 7000 homens e voluntariamente dar suas vidas em defesa da liberdade. Inteiramente filmado no Texas, a apenas alguns quilômetros do local da verdadeira batalha, O ÁLAMO é uma homenagem visualmente fantástica e historicamente precisa à coragem e à honra. Co-estrelado por Richard Widmark, Laurence Harvey e Chill Wills, tendo recebido sete indicações ao Oscar, O ÁLAMO é um "espetáculo verdadeiramente inesquecível" (Leonard Maltin).

Na primavera de 1836, o general Santa Anna (Ruben Padilla) e o exército mexicano estão varrendo o Texas. Para poder detê-lo, o general Sam Huston (Richard Boone) precisa de tempo para criar uma resistência. Tentando obter este tempo, ele ordena que o coronel William Travis (Laurence Harvey) defenda uma pequena missão a todo custo na rota dos mexicanos. A pequena tropa de Travis recebe o reforço de grupos que acompanham Jim Bowie (Richard Widmark) e Davy Crockett (John Wayne), mas a situação se torna desesperadora. Travis deixa claro que não haverá vergonha se eles partirem enquanto podem, mas 185 (cento e oitenta e cinco) homens decidem fazer uma resistência heróica no forte Álamo. Durante 13 dias lutaram bravamente contra milhares de soldados.

Ganhou o Oscar de Melhor Som, além de ter sido indicado em outras 6 categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Chill Wills), Melhor Edição, Melhor Fotografia - A Cores, Melhor Edição e Melhor Canção Original ("The Green Leaves of Summer"). Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora. ÁLAMO é a estréia de John Wayne na direção. Os sets do forte Álamo demoraram dois anos para serem construídos para as filmagens. A queda do cavalo do Tenente Finn não estava prevista no roteiro de ÁLAMO, nem foi intencional. A atriz Lagene Ethridge foi assassinada durante as filmagens por seu namorado. As versões em DVD trazem 26 minutos extras do filme, que foram cortados da versão original ainda antes de sua estréia nos cinemas. Refilmado como O ÁLAMO (2004). É o mais espetacular filme sobre uma das mais famosas e lendárias batalhas da história dos EUA. Uma feroz guerra por independência e um heróico brado por liberdade!! Grandioso, estupendo e obrigatório!!



EM SETEMBRO - OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A REDE SOCIAL (The Social Network)



A REDE SOCIAL (The Social Network) EUA, 2010 – Direção David Fincher – elenco: Jesse Eisenberg, Rooney Mara, Andrew Garfield, Justin Timberlake, Armie Hammer – 120 minutos.

Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg, de ZUMBILÂNDIA) difama sua namorada Erica (Rooney Mara) na Internet depois de levar um fora dela. Não bastasse isso, inventa um site onde garotas "competem" por votos para serem escolhidas as mais bonitas de Harvard.
O que começa com uma brincadeira, se torna alvo de um processo milionário envolvendo a criação de um site de relacionamentos que mais tarde viria a ser - e é até hoje - conhecido como Facebook. Ele enfrenta os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss (Armie Hammer) e o brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield), sempre com a mesma pose parte blasé, parte nerd.

Zuckerberg é uma figura paradoxal. Com pouco trato para laços sociais, se torna o criador do site de relacionamentos mais usado do mundo. Apesar de manter os nomes reais dos personagens, o filme de David Fincher não se preocupa em ir, no que se refere à questão de biografia, além daquilo que já se conhece da repercussão da criação do site, dos processos e tudo o que os envolvem.

A REDE SOCIAL aspira, e consegue em boa parte do tempo, ser o retrato de uma geração que nasceu com o boom da Internet e, ao chegar à idade adulta, descobre que a interação humana não é necessária para haver interatividade.

O filme foi escolhido pela crítica americana como uma das dez melhores produções independentes do ano. Recebeu 08 indicações ao Oscar 2011, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Jesse Eisenberg), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Mixagem de Som. Indiscutivelmente, é um dos grandes filmes do ano!! Com certeza, na lista dos dez melhores!! É um desses filmes para a vida toda!! Sem dúvida, com o decorrer dos anos se tornarÁ um cult para sempre!!


quinta-feira, 30 de junho de 2011

A MORTE E VIDA DE CHARLIE (Charlie St. Cloud)



A MORTE E VIDA DE CHARLIE (Charlie St. Cloud) EUA, 2010 – Direção Burr Steers – elenco: Zac Efron, Amanda Crew, Charlie Tahan, Augustus Prew, Kim Basinger, Ray Liotta, Donal Logue, Dave Franco – 99 minutos.

Baseado no livro homônimo do jornalista Ben Sherwood (atual presidente da ABC News), a história romântica conta sobre a forte ligação entre dois irmãos, vítimas de um grave acidente, que resultou no falecimento do pequeno Sam (Charlie Tahan) e deu para Charlie (Zac Efron) a capacidade ver os espíritos.

Contudo, devido ao trauma de abandono dos dois, Charlie promete ao irmão que nunca irá deixá-lo e terá uma rotina com ele como se estivesse vivo, enterrando seu futuro promissor nos estudos e a possível vida de campeão na vela. Só que o tempo passou e anos mais tarde, trabalhando como zelador no cemitério da cidade, o jovem recluso acaba se encantando pela velejadora Tess (Amanda Crew), que deve se ausentar por um grande período.

Tendo como pano de fundo a questão familiar e a dificuldade do encontro dos corações amantes, o conflito do protagonista passa a ser em relação ao mundo material e o espiritual, fazendo com que o filme transite pelo tema vida após a morte de maneira sensível e até surreal.

Coincidência ou não, tem sido forte a tendência cinematográfica recente de abordar a vida após a morte. NOSSO LAR, que foi catequético; ALÉM DA VIDA, de Clint Eastwood, pungente; CHICO XAVIER, biográfico; CONTRACORRENTE, profundo e sensível, obra-prima do cinema peruano, só para citar alguns exemplos recentes. A MORTE E VIDA DE CHARLIE é um tocante drama da alma humana. O diretor Steers acerta nas cores e na história, mesmo não conseguindo apresentar uma linguagem muito elaborada. É um filme agradável e vai agradar quem estiver procurando uma diversão leve.



EM SETEMBRO - OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A DUQUESA (The Duchess)



A DUQUESA (The Duchess) Inglaterra/França/Itália, 2008 – Direção de Saul Dibb – Elenco: Keira Knightley, Ralph Fiennes, Dominic Cooper, Charlotte Rampling, Hayley Atwell – 110 minutos.

Ambientado na Inglaterra de 1780, uma época machista e conservadora, a bela e ingênua Georgiana (Keira Knightley) aceita a proposta de casamento do bilionário Duque de Devonshire (Ralph Fiennes), sem sequer conhecê-lo muito bem. Afinal, trata-se do homem mais poderoso do Reino Unido e até a mãe da moça (Charlotte Rampling) empurra sua filha para o “partidão”. O Duque, por sua vez, não é nenhum primor de requinte, mas é perfeitamente claro em suas convicções: o casamento só lhe interessa para gerar um herdeiro masculino para sua riqueza. A partir daí, Georgiana vive um casamento infeliz; enfrenta a hipocrisia da sociedade; é obrigada a manter as aparências a qualquer custo; tem que aceitar as amantes, traições, desilusões etc... Tudo com uma direção precisa do inglês Saul Dibb, neste que é apenas o seu segundo filme para cinema. O primeiro foi BULLET BOY, ainda inédito no Brasil.

Dibb opta por uma direção sóbria e conta sua história de forma clássica e tradicional, tão clássica e tão tradicional quantos os costumes que ele relata em seu filme. Fotografia esplêndida explorando os tons quentes das luzes de velas, locações exuberantes pela Inglaterra, figurino luxuoso e momentos silenciosos e calmos para provocar a reflexão do espectador.

O sofrimento, por exemplo, base de boa parte da história, é 100% causado pela ignorância e pela intolerância humanas. Diferente de outros filmes do gênero, não há uma única doença, uma única guerra, um único tiro ou acidente que contribua para tanta tristeza e humilhação. Tudo é fruto direto da prepotência do homem. Georgiana é uma personagem adiante do seu tempo, inteligente demais, simpática demais, perspicaz demais e até política demais para viver sua plenitude em meio a tantas normas e tradições machistas.

Ao mesmo tempo, percebe-se no ar a chegada de novos tempos, de uma provável revolta que mudaria tudo, mesmo porque a ação é ambientada 15 anos antes da Revolução Francesa. Uma mudança tão grande no comportamento social que forjaria os padrões para um homem mais livre, uma mulher mais livre. A DUQUESA é baseado em uma história real e, toda produção foi realizada com mestria e competência, apresentando um espetáculo de grande impacto e beleza magnetizante. As filmagens ocorreram entre 17 de setembro e dezembro de 2007. Uma instigante história real de um opulento mundo repleto de paixão sufucante, cruel traição e exigências repressoras. Amada pela nação mas traída pelo marido, Georgiana Spencer - antepassada da Princesa Diana - a Duquesa de Devonsthire escolhe entre responsabilidade e amor. Este envolvente retrato da maior sensação da Inglaterra foi muito elogiado tanto pelo publico quanto pela crítica. Ela era exuberante. Ela era heróica. Ela era A DUQUESA. Absolutamente arrebatador!!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

CAÇA ÀS BRUXAS (Season of the Witch)



CAÇA ÀS BRUXAS (Season of the Witch) EUA, 2011 – Direção Dominic Sena – Elenco: Nicolas Cage, Ron Perlman, Stephen Campbell Moore, Stephen Graham, Christopher Lee, Ulrich Thomsen, Claire Foy, Robert Sheehan – 95 minutos.

Nicolas Cage é Behmen, um cruzado que perdeu a fé ao ver soldados a seu lado assassinando mulheres e crianças nas batalhas religiosas em vários continentes. Ao retornar para a Europa, na companhia de Felson (Ron Perlman), encontra por onde passa povoados arrasados pela peste negra.

Para o cardeal D'Ambroise (Christopher Lee, irreconhecível pela maquiagem que deixa seu rosto completamente deformado pela peste), em seus últimos momentos de vida, a culpa é da prática da feitiçaria. Reconhecendo-os como cruzados, o chefe religioso pede aos dois amigos que ajudem a salvar sua cidade amaldiçoada, levando uma jovem (Claire Foy), suspeita de ser bruxa, para ser submetida a um ritual num mosteiro distante, que livrará a todos da praga.

O thriller sobrenatural que transcorre na Europa do Século XIV, arrasada pela peste, estreou nos cinemas do Brasil em 21 de janeiro passado. Os fãs de Nicolas Cage verão o astro de "Despedida em Las Vegas" em um drama de época, ambiente bem diverso do que ele costuma transitar na tela.

Um motivo para aceitar o papel do cruzado Behmen, cansado de guerras, foi a mudança de cenário dos sufocantes interiores do estado da Louisiana, onde ele filmou "Vício Frenético". "Caça às Bruxas" foi filmado nos Alpes austríacos e na Hungria. O filme possui uma fotografia esplendorosa e uma direção de arte impecável; além de mesclar os ingredientes de road movies e de companheirismo com thriller sobrenatural e drama de época. Visualmente bonito e com uma história de tirar o fôlego, merece ser visto.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A ESTRADA (The Road)



A ESTRADA (The Road) EUA, 2009 - Direção John Hillcoat – Elenco: Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Charlize Theron, Robert Duvall, Guy Pearce – 111 minutos.

QUANDO A CIVILIZAÇÃO ACABA, A BATALHA PELA SOBREVIVÊNCIA COMEÇA.

Um filme profundamente desolador sobre a assustadora e traumatizante realidade de um hipotético fim do mundo. A partir do romance de Comarc McCarthy, seguimos a história de um pai (Viggo Mortensen, sempre notável) que, na desesperada luta pela sobrevivência, faz absolutamente de tudo para salvar o filho (Kodi Smit-McPhee). O planeta está a morrer e a paisagem perdeu todas as cores da esperança. A humanidade está em ruínas. Impera o medo e a desconfiança, o pó e a morte. Há fome, frio e doenças. Os homens cederam ao canibalismo e aos instintos mais selvagens. A estrada é um lugar extremamente perigoso.

O argumento é construído à base de cenas e momentos impressionantes e de diálogos intensos e profundos: as memórias do passado, o adeus à fotografia, a cave dos moribundos, o bunker da comida e dos mantimentos, as passagens do velho cego (Robert Duvall), a morte na praia.

Como é que um pai pede a um filho para que o mate e que ele próprio se mate em seguida, com as únicas balas que lhes restam? Como é que se explicam a uma criança que nunca conheceu a paz ou a felicidade, os valores que fazem os homens bons? Como é que, numa situação-limite como esta, completamente insuportável e onde o caminho mais fácil é o suicídio, se explica a uma criança que vale a pena viver, amar, ser solidário, confiar, acreditar?

Visualmente arrebatador, com a excelente fotografia de Javier Aguirresarobe, dotado de uma direção artística irrepreensível e de uma trilha sonora tocante e de extrema sensibilidade, A ESTRADA é um filme para repensar no próprio ser humano, no planeta Terra e na própria Humanidade. Obrigatório!!



EM SETEMBRO - OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

domingo, 26 de junho de 2011

JUSTIN BIEBER: NEVER SAY NEVER



JUSTIN BIEBER: NEVER SAY NEVER (Justin Bieber: Never Say Never) EUA, 2011 – Direção Jon Chu – elenco: Justin Bieber, Miley Cyrus, Sean Kingston, Jaden Smith, Usher Raymond, Ludacris – Documentário - 105 minutos.

É um bem-cuidado espetáculo musical recheado de cenas do cantor fora do palco e de fotos e filmes de infância, de certa forma premonitórios de seu futuro, como os que o mostram ainda menino, tocando bateria. Os fãs, predominantemente garotas da mesma faixa etária, suspiram e choram durante seus shows, como os filmados em sua última turnê e no Madison Square Garden de Nova York, que serviram de base para o documentário dirigido por Jon Chu.

A mensagem do filme para seu público é "nunca desista de seus sonhos", como o próprio Justin insistiu pelo twitter, como parte da campanha de lançamento. Ele próprio é a concretização de um sonho. Filho de uma mãe solteira que postava seus vídeos no Youtube, Justin foi descoberto pelo agente Scooter Braun, que o apresentou a Usher, a sensação do R&B, que o apadrinhou na gravadora Island Records, onde começou sua carreira profissional. A partir de então, deu-se a explosão que todos conhecem. Usher aparece em várias cenas do filme. A produção custou relativamente barata - apenas US$ 13 milhões - e conseguiu faturar só no fim de semana de lançamento, nos Estados Unidos, US$ 29,5 milhões.

Jon Chu filmou em 3D um show de Bieber no Madison Square Garden, mesma casa pela qual passou Michael Jackson no concerto comemorativo de 30 anos de carreira em 2001. As imagens ao vivo são intercaladas por vídeos caseiros quando o cantor adolescente ainda não era o superstar de hoje. O menino canadense de 16 anos é carismático, claramente apaixonado pelo que faz e tem um talento extraordinário, especialmente se for comparado com a quantidade de lixo lançado anualmente na música pop. Sua personalidade é forte e, assistir ao documentário é um deleite, não só para os fãs, mas também para outro tipo de espectador que não tenha qualquer tipo de preconceito. Os trechos ao vivo, as imagens de arquivo e a atmosfera de bastidores são muito bem apresentados. Um documentário delicioso de se ver, recheado de músicas bonitas e muito bem cuidadas!! Merece o ingresso!!