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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

80º Lugar - CANTANDO NA CHUVA (Singing' in the Rain) EUA, 1952



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

80º Lugar – CANTANDO NA CHUVA (Singin’ in the Rain) EUA, 1952 – Direção Gene Kelly e Stanley Donen – elenco: Gene Kelly, Debbie Reynolds, Donald O’Connor, Cyd Charisse, Jean Hagen, Rita Moreno, Millard Mitchell, Douglas Fowley – 118 minutos.

"Cantando na Chuva" está para a história dos musicais no cinema assim como "...E O Vento Levou" está para as grandes produções de todos os tempos. É difícil encontrar quem não reconheça os acordes da melodia Singin' in the Rain entoada por Gene Kelly debaixo de chuva, eternizando o momento nos registros cinematógraficos de ouro de Hollywood. O filme, e especialmente a sequência de Kelly cantando e dançando na chuva, são tão amplamente conhecidos que já foram até homenageados em outros filmes antológicos, como, por exemplo, em "A Laranja Mecânica" (A Clockwork Orange, 1971), de Stanley Kubrick.

A trama de "Cantando na Chuva" começa com Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen), dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade. Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores.



Os amantes do cinema e aqueles que apenas simpatizam não podem deixar de ver esse clássico mundialmente conhecido. Eleito um dos dez melhores da história do cinema norte americano pelo American Film Institute. Despretensioso no início, nem mesmo seus diretores Gene Kelly e Stanley Donen e o mega produtor de musicais da Metro, Arthur Freed, saberiam que este filme se tornaria o clássico que é hoje. Completo, cativante e divertido, é praticamente impossível não se render aos encantos dele. É uma homenagem ao próprio cinema, satirizando os talkies. Como sempre, Hollywood adora escrever cartas de amor a si própria. Incluído em praticamente todas as listas de melhores filmes já feitos, é uma obra simplesmente imperdível e, mais do que isso, uma aula sobre um importante período da história do cinema. Afinal, depois desse filme, quem foi que nunca tentou sapatear na chuva na vida real?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

81º Lugar - O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain) França, 2001



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

81º Lugar - O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain) França, 2001 – Direção de Jean-Pierre Jeunet – Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Lorella Cravotta, Serge Merlin, André Dussollier (narrador), Jamel Debbouze, Clotilde Mollet, Claire Maurier, Dominique Pinon, Isabelle Nanty, Yolande Moreau – 122 minutos.

Ela cuida da vida de todo mundo, mas se esquece da sua própria felicidade. O cineasta francês consagra estilo gótico e surreal nesta pérola cinematográfica que foi chamada de “dramédia”. Este foi o filme que trouxe o cinema francês de volta aos holofotes internacionais, arrebatando platéias ao redor do mundo todo. Foi assistido por mais de 20 milhões e recebeu cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro Original, Melhor Som e Melhor Fotografia. Projeto pessoal do diretor Jean-Pierre Jeunet, que decidiu rodá-lo depois de voltar dos EUA, onde filmara ALIEN – A RESSURREIÇÃO (1997), o filme usa recursos visuais avançados e fotografia apurada, com tratamento digital, para recriar o bairro parisiense de Les Abesses, onde se passa a história da jovem Amélie.

Audrey Tauton foi escolhida para interpretar a heroína e ficou tão conhecida pelo papel que as pessoas começaram a procurá-la para realizar pedidos difíceis. “De um dia para o outro, passei a ser observada por todas as pessoas em volta de mim, na rua, no metrô, nos restaurantes. É extremamente esquisito ser olhada o tempo todo. É muito duro também receber todo tipo de solicitações, desde ir à inaugurações até escrever uma carta ao papa, para pedir que alguém seja canonizado”, disse a atriz, na época do lançamento. Apesar disso, ela afirma que nunca se arrependeu de fazer o filme. Nem o diretor esperava tamanho sucesso e repercussão: “Eu dirigi o filme por prazer, não achava que tocaria tantas pessoas”. Jeunet afirmou que sempre sonhou em “fazer um filme a que todo mundo assistisse”. Com O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN, ele conseguiu realizar seu desejo.



O filme viajou para tantos países quanto o gnomo de jardim que “envia” fotos ao pai da protagonista durante sua saga para fazer o bem pelas pessoas. Esta obra-prima foi concebida para encantar e saciar os sentidos do espectador. Cineasta autodidata afeito ao onírico e ao plástico desde os tempos em que estreou em parceria com o pintor Marc Caro com DELICATESSEN, Jean-Pierre Jeunet enche aqui olhos, ouvidos e neurônios com uma dose colossal de informações, consagrando de vez seu estilo gótico e surreal. As cores belas e intensas são muitas, em fascinantes e voluptuosos movimentos de câmera e apurado tratamento digital; a trilha sonora “de carrossel” de Yann Tiersen faz oposição ao adágio para cordas de Samuel Barber; o ritmo frenético alucina a história; e a química entre os atores Audrey Tauton, como a carismática personagem-título, e Mathieu Kassovitz, como Nino Quincampoix, conquista empatia.

Boa parte da fama da obra, porém, deve ser creditada a Tauton, cujo jeito faceiro e “mignon”, num cruzamento de Audrey Hepburn com Anouk Aimée, combina à perfeição com o clima de conto de fadas, que é incrementado ainda pela narração em “off” do ator André Dussollier. O mundo de Jeunet é envolvente e imprevisível, absurdamente francês e feito de inúmeras reminiscências biográficas. Seu grande feito como artista, portanto, é transformar este caldeirão de idéias e referências num espetáculo de tranqüila degustação. O projeto deu certo, tanto que Jeunet voltou a se associar com Tauton no elogiado ETERNO AMOR (2004). Brilhante, engraçado e envolvente como a vida. É uma das mais inesquecíveis realizações do cinema. Recomendado e obrigatório!!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

82º Lugar - VOLVER (Volver) Espanha, 2006



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

82º Lugar - VOLVER (Volver) Espanha, 2006 – Direção Pedro Almodóvar – elenco: Penélope Cruz, Lola Duenas, Chus Lampreave, Carmen Maura, Antonio de La Torre, Yohana Cobo, Blanca Portillo – 121 minutos.

Nos últimos anos Almodóvar tem vindo a ultrapassar o estatuto de culto para alcançar o grande público. TUDO SOBRE MINHA MÃE começou por pavimentar o decurso de uma nova era, um dos filmes mais aplaudidos de 1999, num ano em que a arte do cinema atingiu um dos maiores picos de qualidade e quantidade dos últimos tempos. Logo em seguida um dos seus mais ousados e arrebatadores filme, FALE COM ELA, uniu o consenso. MÁ EDUCAÇÃO com sua temática doentia e impiedosa, também é uma das grandes obras do cineasta. VOLVER é mais um empolgante triunfo de Pedro Almodóvar, uma comédia de costumes e tradição com uma sensibilidade tão própria que era impossível de ser replicada por qualquer outro cineasta. Nenhum outro é capaz de dar este grau de realismo mundano e ao mesmo tempo de encantamento às suas personagens e à forma como as escreve e acima de tudo como elas interagem, em autênticas odes às relações familiares nas suas mais particulares e reconfortantes nuances. No entanto e tal como muito da filmografia do diretor há que não apressar uma rotulação e este é um exemplo flagrante. A comédia é muitas vezes disfarçada com apontamentos de verdadeiro e inesperado suspense à medida que é desenvolvida uma linha narrativa surpreendente de forma quase de puro thriller clássico, ao mesmo tempo que é capaz de celebrar a mais tocante e arrebatadora veia dramática, tudo isto acompanhado por correspondentes e hipnotizantes variações musicais do colaborador de longa data, Alberto Iglésias.



Há algo de estranhamente familiar em todas as mulheres - o único homem presente rapidamente “desaparece” de cena - como se as conhecêssemos desde a infância. Poderiam ser membros de uma qualquer família complicada, disfuncional (como toda a “boa” família), mas que nutre um amor capaz de ultrapassar quaisquer barreiras e desacatos. Apesar da perfeição do argumento, o elenco é essencial na criação desta ambiência tão própria. O rol de atrizes é tão díspar quanto original, talvez por isso e pela primeira vez no Festival de Cannes o prêmio para melhor interpretação feminina tenha ido para todas elas, da muito presente Carmen Maura num papel cheio de vida, Lola Dueñas de um timing cômico impagável e Blanca Portillo numa delirante dualidade urbano-campestre. Mas é Penélope Cruz a verdadeira força motriz de VOLVER. No entanto a Penélope Cruz que vemos com desinibido encanto neste Almodóvar é uma atriz capaz de nos arrebatar com o espírito fervoroso da sua interpretação, contida e extravagante ao mesmo tempo, desempenhando em Raimunda um delicioso e magistral papel que parece ser ele próprio a pura essência da alma feminina. E é a autenticidade deste seu retrato que a fez merecedora de uma indicação ao Oscar de melhor atriz do ano, em 2007. Almodóvar, através de Penélope Cruz, respectivo elenco e dele mesmo, entrega ao público mais um trabalho de amor incondicional ao seu cinema, amor esse que será espelhado em todos aqueles que abraçarem VOLVER.

domingo, 18 de setembro de 2011

83º Lugar - O PLANETA DOS MACACOS (Planet of the Apes) EUA, 1968



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

83º Lugar - O PLANETA DOS MACACOS (Planet of the Apes) EUA, 1968 – Direção Franklin J. Schaffner – elenco: Charlton Heston, Roddy McDowall, Linda Harrison, Kim Hunter, Maurice Evans, James Whitmore, James Dale, Robert Gunner, Lou Wagner, Woodrow Parfrey – 112 minutos.

Um clássico absoluto do cinema norte americano do gênero Ficção Científica, criador de toda uma saga posterior e uma legião fiel de fãs no mundo inteiro. Enquanto muitos clássicos da ficção-científica não resistem ao passar dos anos, O PLANETA DOS MACACOS (1968), mantém até hoje toda a sua relevância cultural, social e crítica. O roteiro foi escrito por Michael Wilson e Rod Serling, com base no livro de Pierre Boulle. A trilha atonal e vanguardista foi composta por Jerry Goldsmith, e é um de seus melhores trabalhos.



Charlton Heston interpreta George Taylor, comandante de um grupo de astronautas da Terra que acorda do hipersono quando sua nave cai em um planeta remoto, aparentemente destituído de vida inteligente. Com surpresa, eles logo descobrem que o planeta é dominado por símios inteligentes e falantes, que construíram uma civilização similar à dos humanos terrestres. Nesta sociedade invertida, os humanos, que não falam, são considerados animais, e utilizados como cobaias. Quando o líder dos macacos, o orangotango Dr. Zaius (Maurice Evans) descobre que o cativo Taylor possui o poder da fala, ele insiste para que o astronauta seja morto. Mas os benévolos cientistas chimpanzés Cornelius (Roddy McDowall) e Zira (Kim Hunter) arriscam as suas vidas para salvar Taylor e descobrir a verdade sobre a história de seu planeta, que o Dr. Zaius e seus colegas mantêm oculta. Na clássica cena final, Taylor vê-se face a face com a chave do segredo, e exclama revoltado: “Malditos! Vocês conseguiram!”.



Ainda numa época em que a ameaça da aniquilação nuclear era uma realidade não muito distante graças à paranóia da Guerra Fria, a idéia de apresentar uma sociedade em que os seres humanos não estavam no topo da cadeia alimentar, num filme com tamanha escala de produção e considerável esmero técnico, era uma iniciativa que nunca havia sido tomada antes. O escapismo orquestrado pelo diretor Franklin Schaffner é sublinhado por um design de produção que aproveita ao máximo as paisagens naturais utilizadas no início e no final do filme, assim como a excepcional trilha sonora carregada de suspense de Jerry Goldsmith.

Como aventura de ficção científica, este filme é páreo duro para qualquer blockbuster de ação de qualquer época. A cena do "estouro da boiada" e da caçada aos humanos fugitivos na mata, por exemplo, ainda impressiona pela escala e pelo tom de desconforto. Há uma combinação acertada de perseguições e suspense e, o que é mais marcante, uma discussão extremamente apropriada sobre evolução, religião, ciência, autoritarismo e preconceito, refletidos na sociedade símia com um espelhamento nada menos que incômodo em relação à sociedade humana. Em qualquer lista hipotética de grandes filmes da história do cinema, O PLANETA DOS MACACOS (1968) merece figurar com certeza. A cena final é antológica e uma das mais espetaculares de toda a Sétima Arte. O público sente a mesma ira e indignação quando Taylor descobre, perdido e solitário, na beira da praia, uma verdade assustadora. Aclamado como um libelo anti-Guerra Fria. Original e espetacular!!

sábado, 17 de setembro de 2011

84º Lugar - ELVIRA MADIGAN (Elvira Madigan) Suécia, 1967



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

84º Lugar - ELVIRA MADIGAN (Elvira Madigan) Suécia, 1967 - Direção de Bo Widerberg – elenco: Pia Degermark, Thommy Berggren, Lennart Malmer, Cleo Jensen – 91 minutos.

Visualmente deslumbrante, apresenta uma fotografia ímpar na história do cinema europeu. Esta rara obra-prima conta uma história de amor impossível, na Dinamarca e Suécia de 1889. Pia Degermark faz uma jovem artista de circo que se envolve com um oficial casado (Thommy Berggren) e os dois fogem. O par central estão impecáveis e memoráveis. Narrado em belíssimas cores, o que o diretor conta entra em choque com a própria beleza da imagem - os amantes são perseguidos, hostilizados, discriminados e lá pelas tantas estão morrendo de fome, comendo morangos silvestres, mas a imagem continua deslumbrante, emoldurada por uma trilha sonora com músicas de Mozart. A história é real e já havia sido filmada nos anos 1940, mas não de forma tão estilizada, nem com tanta suntuosidade audiovisual. Foi um grande êxito do cinema sueco em todo o mundo e o próprio concerto de piano de Mozart, o número 21, com seu andante, passou a ser conhecido pelo nome do filme. Do ponto de vista estritamente visual, é um dos filmes mais bonitos que o cinema já realizou.



Para realmente apreciar esta obra-prima, é preciso entender que foi filmada nos anos 1960 e que representava para o público da época algo de precioso e verdadeiro. Basta observar o sentimento antiguerra aparentemente latente na história do filme. O tenente desertou, como os que naquela década fugiram para o Canadá para evitar serem mandados para o Vietnã. Nota-se o seu confronto com o seu amigo no regimento, um sentimento que muitos, nos anos 1960, viveram. Cannes deu o prêmio de melhor atriz para Pia Degermark, que acabou sofrendo tanto quanto sua heroína na vida real (virou dependente de álcool e foi encontrada vagando pelas ruas de Estocolmo). O diretor evita o tom melodramático, mas não dispensa cores impressionistas. O filme é quase uma tela de Renoir em movimento. Uma raridade do cinema em triunfal beleza. Absolutamente inesquecível e memorável!!!! Obrigatório!!!!



ELVIRA MADIGAN continua atual e belo, mesmo tendo se passado mais de quarenta anos de seu lançamento nos cinemas. O filme é extraordinário, e possui um sentimento melancólico sobre a natureza do amor humano. É um amor proibido, como o de Tristão e Isolda e Romeu e Julieta; um amor trágico, condenado desde o início, e é por isso que o fim do filme é revelado na abertura, nos créditos. Aqueles que pensam que o prazer da história se estragou por saberem o final desde o começo, não conhecem a história de maneira sutil, que é um grande conto. Saber como termina, só faz aguçarem os sentidos e reforçar a apreciação. Indiscutivelmente, é um dos filmes mais belos do cinema!! Obra imortal e ímpar!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

85º Lugar - BLOW UP - DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow Up) Inglaterra, 1966



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

85º Lugar - BLOW UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow Up) Inglaterra/Itália, 1966 – Direção de Michelangelo Antonioni – elenco: Vanessa Redgrave, David Hemmings, Sarah Miles, John Castle, Jane Birkin, Gillian Hills, Peter Bowles e a manequim Veruschka -

Alguns consideram esse filme de Antonioni como uma das primeiras obras de um mundo já na trilha da globalização. Inspirado no texto “Las babas del diablo”, do escritor argentino Julio Cortazar, Antonioni rompe com a estética cinematográfica vigente e traz uma narrativa moderna, revitalizando o cinema europeu. O filme mostra uma série de elementos efervescentes da cidade de Londres e da época: a minissaia, as drogas, o amor livre, a psicodelia. Hoje, talvez tenha perdido o encanto e o impacto que causou em 1966, devido às transformações comportamentais pelas quais passou a sociedade. Mas sua importância estética ainda resiste, pois deixa registrado o estilo cinematográfico audacioso e sofisticado de Michelangelo Antonioni. A trilha sonora foi responsabilidade do músico americano de Jazz Herbie Hancock, e a banda inglesa de Blues The Yardbirds marca presença, tocando em um clube londrino.



BLOW UP – DEPOIS DAQUELE BEIJO é o primeiro filme em língua inglesa de Michelangelo Antonioni, trazendo ao mundo a primeira cena de nudez frontal feminina (da cantora-atriz Jane Birkin) em um filme não-erótico e dirigido ao grande público. O primeiro grande sucesso de Antonioni foi A AVENTURA (1960), seguido por A NOITE (1961) e O ECLIPSE (1962), que compreendem uma trilogia sobre o tema da alienação. Seu primeiro filme colorido DESERTO VERMELHO (1964), também explora temas modernistas da alienação, e junto com os três filmes anteriores, forma uma tetralogia. A atriz Monica Vitti apareceu nos quatro filmes da tetralogia, atuando em papéis de mulheres desconexas que lutam para se ajustar ao isolamento da modernidade. ZABRISKIE POINT (de 1970), seu primeiro filme rodado nos Estados Unidos da América, teve menos sucesso, mesmo com a inclusão de uma trilha sonora composta de artistas populares como Pink Floyd (que escreveu músicas especialmente para o filme), Gratefull Dead (banda californiana de Rock) e os Rolling Stones.



Em 1995 Antonioni foi premiado com um Oscar pelo conjunto da sua obra. No entanto, ironicamente o prêmio foi roubado de sua casa, em dezembro de 1996. Ingmar Bergman uma vez disse que admirava alguns dos filmes do Antonioni por serem desinteressados e algumas vezes visionários. E isso parece ter sido um elogio! Brian de Palma homenageou BLOW UP no thriller UM TIRO NA NOITE, com muita competência. O título “Blow UP” refere-se ao termo técnico que define grandes ampliações fotográficas. Pode ser entendido também como “estouro” ou “explosão”. BLOW UP é, sem dúvida, um dos filmes mais elogiados do diretor e também um dos mais notáveis. Merece ser visto e revisto!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

86º Lugar - TARDE DEMAIS (The Heiress) EUA, 1949



OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

86° Lugar - TARDE DEMAIS (The Heiress) EUA, 1949 – Direção de William Wyler – elenco: Montgomery Clift, Olivia De Havilland, Ralph Richardson, Miriam Hopkins, Ray Collins – 115 minutos.

O orgulho é, às vezes, mantido a um custo terrível. A heroína desta história – uma moça rica – pagou por ele a sua única chance de felicidade, nesta magnífica adaptação da obra-prima de Henry James – “A Herdeira”. Dirigida extraordinariamente por um dos diretores de maior prestígio da história do cinema norte-americano: William Wyler, que dirigiu filmes que são clássicos por excelência como O MORRO DOS VENTOS UIVANTES (1939), O COLECIONADOR (1965), BEN-HUR (1959), FOGO DE OUTONO (1936), A CARTA (1940), A LIBERTAÇÃO DE L. B. JONES (1970), BECO SEM SAÍDA (1937), PÉRFIDA (1941), JEZEBEL (1938), ROSA DA ESPERANÇA (1942), A PRINCESA E O PLEBEU (1953), FUNNY GIRL – A GAROTA GENIAL (1968), entre outros. Conta a triste história de um viúvo opressor que tenta proteger sua filha de um galã muito suspeito, magnificamente interpretado por Montgomery Clift.



O pai de Catherine (Olivia de Havilland) é um tirano que não deixa sua filha se relacionar com Morris Townsend (Clift), um jovem e bonito pretendente. Ele irá tentar romper a tirania do pai e conquistar Catherine. Ganhou Oscar de Melhor Atriz, para Olivia de Havilland, Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino e Melhor Música; foi ainda indicado a outras quatro categorias, incluindo Melhor Diretor para William Wyler e Melhor Filme, mas perdeu injustamente para A GRANDE ILUSÃO (1949). Olívia de Havilland, é uma das últimas grandes damas da Era de Ouro de Hollywood. É também a última sobrevivente do clássico insuperável ...E O VENTO LEVOU (1939). Atualmente ela está com 96 anos e mora em Paris. Montgomery Clift está no auge de sua lendária beleza. Sua atuação magnífica foi unanimemente aclamada pela crítica internacional. TARDE DEMAIS é um filme imortal e arrebatador. Está na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos. Deve ser visto e admirado por todos os cinéfilos do mundo. Um filme inesquecível!!!!