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quarta-feira, 27 de julho de 2011

CRIAÇÃO (Criation) 2009



CRIAÇÃO (Criation) Reino Unido, 2009 – Direção de Jon Amiel – Elenco: Jennifer Connely (Emma Darwin), Paul Bettany (Charles Darwin), Jeremy Northam, Toby Jones, Jim Carter, Benedict Cumberbatch, Martha West (Annie Darwin), Teresa Churcher, Harrison Sansostri, Zak Davies – 108 minutos.

O naturalista Charles Darwin revolucionou toda a história da humanidade com sua extraordinária obra “A Origem das Espécies”. Suas idéias chocaram a todos, mas foi dentro de sua família, em especial sua esposa Emma, onde ele encontrou os maiores desafios a sua teoria. Ele luta para encontrar um equilíbrio entre suas teorias revolucionárias sobre a evolução e seu relacionamento com a esposa religiosa, cuja fé entra em conflito com o seu trabalho. Darwin viveu um dilema entre fé e razão, amor e verdade.

Um dos episódios mais importantes da história da ciência, o desenvolvimento da Teoria da Evolução, torna-se o pano de fundo para o bonito drama familiar, em CRIAÇÃO. O inglês Paul Bettany e sua mulher Jennifer Connelly interpretam o cientista Charles Darwin e sua esposa Emma, cuja crise no casamento se transforma em mote para o filme dirigido por Jon Amiel.

As descobertas de Darwin, a formulação de seus pensamentos e teoria não ganham muito espaço no filme à medida em que a narrativa avança e o drama familiar toma conta da história. Começando pela morte prematura da filha de 10 anos do casal, Annie (Martha West), que era bastante próxima do pai, e gostava de ouvir histórias de zoologia, das viagens de Darwin a terras distantes e especialmente sua amizade com uma macaquinha. Cenas do passado e do presente se alternam. Pai e filha conversam, e ela parece ser a única que o compreende e realmente se interessa por seus estudos e pesquisas. No presente, o cientista se debate entre sua fé cristã, cada vez mais desgastada depois da morte da filha, e suas formulações científicas, que desafiam o dogma do criacionismo.

Ao contrário de Darwin, sua mulher está cada vez mais apegada a Deus e à religião e preocupada, não sem razão, com a saúde mental do seu marido. As implicações teológicas da teoria dele também a preocupam. A religião é representada pelo pastor local (Jeremy Northan), que nunca bate radicalmente de frente com o cientista, mas tenta dissuadi-lo de suas ideias.

CRIAÇÃO é um filme que surpreende pelos caminhos escolhidos para contar a história. Aqui opta por dar mais espaço para o drama familiar e não em suas pesquisas e descobertas científicas de Darwin, aprofundando na crise com a esposa, pois, na verdade, o cientista viveu um dilema muito grande dentro de casa enfre fé e razão, amor e verdade. O roteiro, assinado por John Collee, baseia-se num livro de Randal Keynes, um descendente direto de Charles Darwin. UM FILME MEMORÁVEL SOBRE UM HOMEM BRILHANTE!!!



EM SETEMBRO - OS 100 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

LÁGRIMAS DO SOL (Tears of The Sun) 2003



LÁGRIMAS DO SOL (Tears of the Sun) EUA, 2003 – Direção de Antoine Fuqua – elenco: Bruce Willis, Monica Bellucci, Cole Hauser, Johnny Mesner, Malick Bowens, Paul Francis – 118 minutos.

Adrenalina pura, do início ao fim. Nada do que se viu até hoje é comparável. Eletrizante! Empolgante! Espetacular! Os adjetivos são poucos para exaltar esta grande aventura de guerra. O leal comandante veterano da marinha A. K. Waters (Bruce Willis) é enviado para uma região da África (no caso a Nigéria) completamente devastada pela guerra em uma missão super arriscada para resgatar a Dra. Lena Hendricks (Monica Bellucci), uma cidadã americana que administra uma Missão. Quando a atraente doutora se recusa a deixar para trás os 70 refugiados de quem toma conta, o comandante Waters tem que decidir se vai continuar seguindo suas ordens ou sua consciência. Juntos, eles iniciam uma perigosa jornada pelo interior da floresta e são perseguidos por um grupo guerrilheiro cujo único objetivo é assassinar todos os refugiados e o grupo de soldados liderado por A. K. Waters.

O filme é um grande tratado belicista, cheio de aventura e suspense e recheado de seqüências inesquecíveis. Há grandes cenas de ação de tirar o fôlego. Uma seqüência antológica é aquela em que uma milícia dizima uma aldeia inteira. O diretor Antoine Fuqua, o mesmo que nos deu DIA DE TREINAMENTO (2001), aquele filmaço com Denzel Washington e Ethan Hawke, realizou um competente exercício de guerra, com uma fotografia caprichada e imagens fantásticas, além de um elenco correto. Ele também, de forma muito sutil, dá uma porrada no governo norte-americano, e mais, canaliza sua bronca ao descaso dos EUA com o continente africano. O truculento Bruce Willis está original no papel de um soldado boa-praça que se torna alvo de cruéis rebeldes nigerianos, empenhados em promover uma faxina étnica.

O personagem de Willis é a personificação do Tio Sam, mostrando frieza e desinteresse com as eternas crises africanas. Ao seguir essa linha, o diretor conduz o filme de forma bastante interessante e muito valorizada. Ele se utiliza de uma forma nada ortodoxa, mas altamente eficaz, ao abrir o filme com cenas reais de execuções e torturas. Outra teoria defendida pelo diretor é o engajamento da causa africana como uma causa negra. Ele sugere que os afro-americanos sejam mais ativos na cobrança de uma atitude por parte do governo dos EUA. Mônica Bellucci, que brilhou em MATRIX RELOADED e MATRIX REVOLUTIONS, é a médica ativista e defensora das minorias refugiadas. Entre os coadjuvantes também há boas interpretações. O filme é perfeito, do ponto de vista técnico e sua trama é bem costurada, levando o espectador a pular da poltrona em suas seqüências excitantes do mais puro entretenimento. LÁGRIMAS DO SOL não é um épico por excelência, mas o seu mérito está exatamente aí: o filme se presta a um papel atual. É sobre uma guerra muito mais dolorosa que a disputa militar e política, pois envolve acima de tudo, civis. É uma história fictícia de incansável heroísmo sobre os que lutam com uma esmagadora desvantagem. Muito recomendado!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

UM DOCE OLHAR (Bal) 2010



UM DOCE OLHAR (Bal / Mel) Turquia, 2010 – Direção Semih Kaplanoglu – Elenco: Bora Altas, Erdal Besikçioglu, Tülin Özen, Alev Uçarer – 103 min.

Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim 2010, o filme turco "Um Doce Olhar" é a terceira e última parte de uma trilogia assinada pelo diretor Semih Kapanoglu. O título original do filme, "Bal", quer dizer "Mel". Os outros dois longas são "Yumurta" ("Ovo"), de 2007, e "Sut", ("Leite"), de 2008 -- ambos inéditos em circuito comercial no Brasil, mas exibidos em festivais, como a Mostra Internacional de São Paulo.

Em "Um Doce Olhar", o pequeno Yusuf, de 6 anos, mora numa província cercada de montanhas no norte da Turquia. O pai, Yakup (Erdal Besikcioglu), é apicultor, e a mãe, Zehra (Tulin Ozen), plantadora de chá. O menino é de poucas palavras, e, na escola, apresenta dificuldades de aprendizado. Um pedagogo ou psicólogo logo diagnosticaria uma dislexia. Talvez o problema seja apenas uma timidez excessiva. A dificuldade de aprendizagem, relacionamento e a gagueira podem não passar de uma consequência de sua ansiedade.

O pai, Yakup, é o vínculo mais forte para o menino. Juntos, eles saem em busca de lugares onde colocar colmeias para a produção do melhor mel. A floresta é um lugar de encanto, mas também mistério. Nunca se sabe o que pode estar escondido no meio das árvores. E quando Yakup sai para uma viagem sozinho, Yusuf fica isolado em seu próprio mundo.

"Um Doce Olhar" é o filme sobre a perda da inocência, sobre a descoberta do mundo -- especialmente as decepções -- e como isso molda uma pessoa. A beleza visual, a profundidade da narrativa e dos personagens, nada disso funcionaria se Kaplanoglu não tivesse um bom ator no papel de Yusuf. E o pequeno Bora Altas é tão comovente quanto encantador. Seu personagem, com a curiosidade infantil para a qual tudo é novidade, está descobrindo a poesia que existe no mundo, apesar das contrariedades. Eloquente, verdadeiro e fascinante!! O maior sucesso do atual cinema turco!!

domingo, 24 de julho de 2011

OS AGENTES DO DESTINO (The Adjustment Bureau) 2011



OS AGENTES DO DESTINO (The Adjustment Bureau) EUA, 2011 – Direção George Nolfi – elenco: Matt Damon, Emily Blunt, Terence Stamp, Michael Kelly, Anthony Mackie, John Slattery – 96 minutos.

O ponto de partida deste grande filme é dos mais interessantes, aliás, como sempre são os textos do escritor Phillip K. Dick. Parte-se do pressuposto da existência de uma grande equipe de agentes não humanos que há séculos toma conta dos destinos da Humanidade aqui na Terra. São estes agentes que fazem com que todos nós, por exemplo, percamos um ônibus, ou nos atrasemos alguns minutos para um compromisso, ou derrubemos café na camisa… tudo em nome de uma grande ordem já previamente planejada que, assim como todos os grandes planejamentos, necessitam de alguns ajustes aqui e ali, para que tudo continue correndo bem.

Será que somos senhores de nosso destino? Ou o futuro já está traçado e não nos resta outra coisa além de esperar sentados o que está por vir? Para o jovem candidato a senador David Norris (Matt Damon), que acaba de ser derrotado em uma eleição apertada, a resposta a essas perguntas chega a ser angustiante.
O que parece ser apenas uma preocupação filosófica e existencial de um personagem em crise ganha em "Os Agentes do Destino", que marca a estreia na direção do roteirista George Nolfi ("O Ultimato Bourne"), uma dimensão muito maior, quase um complô do qual não podemos escapar. E, para fugirmos das armadilhas do destino, temos que literalmente correr.

David começa a perceber que não consegue tomar as rédeas de sua vida quando os agentes não humanos vestidos de terno escuro e chapéu (um vestuário desatualizado e mais próximo de cidadãos dos anos 1940) tentam impedir que ele se relacione com Elise (Emily Blunt). Na verdade, eles querem impedir que eles se encontrem e possam iniciar uma relação. Isso é perigoso para os planos deles.

O filme não é aquela correria desenfreada que o trailer faz supor, mas sim uma interessante discussão sobre a maneira através da qual nós encaramos (ou fugimos) das várias alternativas e desafios que a vida nos propõe todos os dias. Ou seja, o famoso livre arbítrio. Um filme fascinante e uma verdadeira aula de reflexão!!


sexta-feira, 22 de julho de 2011

A PISTOLA É MINHA BÍBLIA (E Per Tetto Un Ciello Di Stelle) 1968



A PISTOLA É MINHA BÍBLIA (E Per Tetto Un Ciello Di Stelle) Itália, 1968 – Direção de Giulio Petroni – elenco: Giuliano Gemma, Mario Adorf, Magda Konopka

Após um violento assalto a uma diligência, com muitos tiros e ação explosiva, dois pistoleiros Tim e Larry, aparecem do nada, sem nenhuma informação sobre seu passado. Em seu caminho, os dois vigaristas enfrentam muitas aventuras e bandidos rápidos no gatilho.




É um grande filme, que fez enorme sucesso na época do seu lançamento. Nos cinemas foi lançado com o título acima, ou seja, A PISTOLA É MINHA BÍBLIA. Em DVD recebeu o ridículo título de QUEM DISPARA PRIMEIRO?

Sua fúria... Seu ódio... Sua violência... explodem quando um bando de foras-da-lei tenta superar seu gatilho!!!!

Para os fãs de Giuliano Gemma, que querem recordar, é um bom programa. Um filme repleto de aventura que marcou toda uma geração!!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

MIMI, O METALÚRGICO (Mimi Metallurgico Ferito Nell' Onore) 1972



MIMI, O METALÚRGICO (Mimi Metallurgico Ferito Nell’Onore) Itália, 1972 – Direção Lina Wertmüller – Elenco: Giancarlo Giannini, Mariangela Melato, Turi Ferro, Agostina Belli, Luigi Diberti, Elena Fiore, Tuccio Musumeci, Ignazio Pappalardo, Gianfranco Barra, Livia Giampalmo, Rosaria Rapisarda, Umberto Lentini, Salvatore Savasta, Ottorino Russo, Giovanni Cori – 121 minutos.

Em 1973, MIMI, O METALÚRGICO, de Lina Wertmuller, foi retirado às pressas de cartaz em todo o território nacional. Motivo: a censura do Regime Militar de Exceção considerou o filme nocivo à sociedade. Uma afronta à arte e à cultura por um regime ridículo, que de nada adiantou tamanha repressão. Os anos passaram e os seus generais também.

O clássico político de Lina Wertmuller depois de uma longa espera agora existe em DVD. É uma bela notícia. A diretora italiana conseguiu falar da realidade de seu país, em 1972, com humor, graça, drama e sensualidade sem perder o foco. Giancarlo Gianinni é Mimi, um operário da construção civil na Sicília controlada pela Máfia. O partido comunista luta para ganhar a prefeitura, mas os mafiosos controlam os votos mediante ameaças. Mimi se deixa convencer por um amigo que o voto é secreto e ele pode votar na esquerda sem medo. Não era verdade. Numa comunidade pequena, os "capos" tinham como saber e ele perde o emprego. Sem opção de trabalho, escapa para Milão, a capital industrial do país. Lá descobre que quem manda também é a máfia.

Durante um episódio sangrento, que causa a morte de um operário, Mimi resolve peitar um dos gerentes do crime organizado e quase é morto, mas ao informar seu nome completo e sua origem siciliana, descobre que é parente distante de uma família de capos e sua vida muda. Aí é o momento em que o filme dá um salto de qualidade. Mimi quer o amor, depois que encontra a bela Agostina Beli, quer lutar pela esquerda, filiando-se ao PC, quer associar sua vida a de seus companheiros, mas sua vaga origem o joga constantemente para o outro lado. Outros aspectos pouco saudáveis do homem italiano também não passam despercebidos para Lina. Ela denuncia o patriarcado que aflora em vários momentos nos atos de Mimi. Sua ingenuidade diante dos modelos de comportamento fica clara. O título original, “Mimì metallurgico ferito nell'onore”, se refere, especificamente à noção de honra que o protagonista sente ferida, sem perceber que é a mesma honra da máfia, dos patrões, dos machões e dos bandidos. Imperdível!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

MEIA NOITE EM PARIS (Midnight in Paris) 2011



MEIA NOITE EM PARIS (Midnight in Paris) Espanha/EUA, 2011 – Direção Woody Allen – elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Adrien Brody, Kathy Bates, Michael Sheen, Carla Bruni, Marion Cotillard, Kurt Fueler, Mimi Kennedy, Tom Hiddleston, Alison Pill, Yves-Antoine Spoto, Marcial Di Fonzo Bo, Corey Stoll, Nina Arianda – 90 minutos.

Na pele de um roteirista, chamado Gil Pendler, cujo sonho é trocar Hollywood pela literatura, Owen Wilson assume seu costumeiro ar entre ingênuo e abobado, que cai bem, no entanto, a um personagem que descobre por acaso uma porta fantástica no tempo, que lhe permite trocar figurinhas com uma lista invejável de alguns dos maiores artistas da História. Entre os ilustres estão Scott e Zelda Fitzgerald (Tom Hiddleston e Alison Pill), Ernest Hemingway (Corey Stoll), Gertrude Stein (uma impagável Kathy Bates), Pablo Picasso (Marcial Di Fonzo Bo), Henri Matisse (Yves-Antoine Spoto) e Salvador Dalí (uma breve e inspiradíssima participação de Adrien Brody).

A porta mágica fica dentro de um calhambeque Peugeot, no qual Gil embarca numa noite em que se perdeu pelas ruas de Paris - depois de deixar a noiva Inez (Rachel Adams) sair com outro casal de amigos, em que um deles é Paul (Michael Sheen), um pseudo-intelectual pedante que Gil simplesmente não aguenta mais ver pela frente.
Cabe a ninguém menos do que a primeira-dama francesa, Carla Bruni, abalar a pose de Paul, bem no momento em que ele montava um discurso com algumas imprecisões sobre a vida de Auguste Rodin. Carla interpreta a guia do museu da obra do célebre escultor, um dos locais mais belos de Paris, e tem três cenas no filme, duas ali mesmo e outra num banco diante da catedral de Notre-Dame. Para quem ama Paris, como o diretor e a maioria da humanidade, o filme é um prazer desde as primeiras sequências, que percorrem alguns dos pontos cardeais da paisagem afetiva da cidade que já foi descrita como uma festa. Esse foi o título aliás, de um livro do próprio Hemingway, um dos expatriados americanos em Paris que participam ativamente da fantasia viva de Gil.

É numa personagem fictícia, no entanto, Adriana (Marion Cottilard), musa de Picasso, que o filme sintetiza a fantasia romântica que abala Gil mais profundamente, levando-o a reavaliar seu noivado com Inez - a quem cabe, o tempo todo, a função de desmancha-prazeres do noivo sonhador. Nenhum elemento desta boa receita funcionaria, no entanto, sem um equilíbrio entre a beleza, a poesia, o humor e umas pitadas de discussão sobre o sentido da vida, de estarmos aqui, nesta época, sonhando sempre com outra, geralmente no passado e que idealizamos o bastante para acreditar que foi melhor.

Sem sombre de dúvida, aqui está uma grande obra do genial Woody Allen. Êxtase é o adjetivo perfeito para definir o durante e o depois da sessão. Com sofisticação, charme e sem amarras quanto ao realismo, esta comédia desenrola um interessantíssimo comentário sobre a relação com o passado e o deslocamento com o presente, passando por uma descarada homenagem a feras da música e literatura, com destaque para o genial Cole Porter. Para encerrar, um olhar muito particular sobre a capital francesa, a qual já vimos centenas de vezes em centenas de filmes. Acredite: a Paris deste filme de Woody Allen é diferente. UM FILME OBRIGATÓRIO!!